Praças da área central viram ‘albergue’

Na Praça Oswaldo Cruz, próximo à estação da CPTM, moradores de rua são vistos frequentemente no chão / Foto: Edson Martins
Na Praça Oswaldo Cruz, próximo à estação da CPTM, moradores de rua são vistos frequentemente no chão / Foto: Edson Martins

Símbolos históricos e de beleza inegável, praças da região central de Mogi das Cruzes enfrentam um processo de degradação perceptível aos olhos de frequentadores e comerciantes. É impossível passar pela Oswaldo Cruz, que no passado abrigou o aviário municipal, sem sentir o forte cheiro de urina porque algumas pessoas fazem do local um banheiro público. Perto dali, no Largo Bom Jesus, as pessoas em situação de rua transformam os bancos em camas e o coreto em uma espécie de pousada. No Carmo, há luminária sem lâmpada, pichação por diversas partes e até uma placa com o nome do lugar desapareceu.

Vistas como cartões postais da Cidade, as praças já embalaram namoros, amores, festas e protestos. Na atualidade, infelizmente, vivem uma realidade mais inglória. Na Oswaldo Cruz, por exemplo, há um contraste. Enquanto ao seu lado surge uma nova etapa do progresso de Mogi, com a construção do Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biágio, o seu território tem se notabilizado pelo cheiro desagradável. A reportagem constatou homens urinando atrás do palco existente na praça. Apesar do serviço de varrição diário, a limpeza do espaço é insuficiente.

A dona de um carrinho de lanches, Cristina Monteiro, de 53 anos, há oito com ponto na Oswaldo Cruz, observa este problema da higiene da área como um complicador da rotina local. “O cheiro é muito desagradável. As pessoas param nos cantos e fazem xixi sem vergonha alguma. O que eu não entendo é como cidades como Biritiba Mirim e Suzano têm banheiros públicos e Mogi das Cruzes fica sem. Precisa ter”, disse à reportagem.

O aposentado Agenor Franco, 77, visita o local algumas vezes na semana. Para ele, a limpeza não é falha, mas poderia receber mais atenção. “Até que não está tão suja, mas acho que vale ser varrida com mais frequência. É importante lembrar também que estamos sem a base. O policiamento deveria ser mantido”, destacou. (Lucas Meloni)

Leia a matéria completa na edição impressa