ARTIGO

Precisamos salvar pessoas, as empresas e os empregos

Claudio Costa

Não há dúvidas que associada à pandemia do coronavírus há também uma gravíssima crise econômica em formação que levará ao desemprego e à quebra das empresas de todo o mundo, ou pelo menos, a uma forte redução de suas receitas e de seus lucros.

O que fazer diante de um quadro como este? No plano da saúde é o isolamento e o aumento urgente da capacidade do SUS de enfrentar a pandemia. É não poupar gastos para dar capacidade ao estado de proteger a saúde da população. E no plano econômico? Não pode haver nenhuma dúvida a respeito. O governo dever buscar formas de garantir a solvência das empresas e do emprego. Não importa quanto custe do ponto de vista fiscal.

A economia mundial deverá ser praticamente paralisada por pelo menos três meses, mas custos das empresas continuarão a ser incorridos. Em momentos como este vemos quão importante é ter um estado forte e capaz. O governo já decretou estado de calamidade pública. Fez bem. Isto o libera dos limites legais estabelecidos para o seu gasto. Está prometendo crédito para as empresas. Isto é o mínimo. Mas em um quadro completamente novo como esse que o mundo e o Brasil estão enfrentando, o governo também precisa pensar de maneira nova. É preciso que o governo use o Estado para salvar as pessoas da morte, para salvar empresas da insolvência e, consequentemente, salvar os empregos. Todas as nações devem ter esta tríplice missão de forma unânime e coesa entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A hora é agora, remédios paliativos e justificativas só irão aumentar as perdas e isto não tem volta.

Boa sorte a todos, com Deus sempre no comando.

Claudio Costa é diretor de Desenvolvimento Econômico e Social da Prefeitura de Mogi das Cruzes.


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