ENTREVISTA

Prefeito Marcus Melo admite pela primeira vez, publicamente, a sua intenção de se candidatar à reeleição

FUTURO Marcus Melo: "o grande projeto para Mogi será a entrega da Maternidade Municipal". (Foto: arquivo)
FUTURO Marcus Melo: “o grande projeto para Mogi será a entrega da Maternidade Municipal”. (Foto: arquivo)

O prefeito Marcus Melo (PSDB) admitiu pela primeira vez, publicamente, a sua intenção de se candidatar à reeleição, no pleito de 4 de outubro próximo. A revelação foi feita em entrevista concedida ao jornalista Darwin Valente, do Podcast Informação, de O Diário, disponibilizado, nesta segunda-feira (27), no site do jornal e em redes sociais.

Eu sou candidato à reeleição sim, é uma questão natural”, disse o prefeito, ao ser indagado se pretendia disputar novamente as próximas eleições.

Melo afirmou que seu compromisso é o de “ouvir as pessoas” e “atender no que for possível”.

Também falou de seu relacionamento com o ex-prefeito e deputado federal Marco Bertaiolli e garantiu que ambos irão “trabalhar juntos” nestas eleições porque são “grandes amigos”.

Evitou falar sobre potenciais adversários e demonstrou interesse em ampliar sua base de apoio partidário, já que as eleições permitirão coligações na disputa majoritária.

Eis os principais pontos da entrevista:

O senhor é candidato à reeleição?

Eu sou candidato à reeleição sim, é uma questão natural. Nós estamos trabalhando bastante aqui na cidade de Mogi, nasci aqui, cresci aqui e tenho um carinho excepcional por esta cidade, pelos meus amigos, pelos mogianos, por todas as pessoas que residem aqui. E qual é a função do gestor? Cuidar das pessoas que mais precisam. A cidade de Mogi sempre foi bem administrada, nós tivemos bons prefeitos nos últimos anos. Isso permite à cidade ter uma boa qualidade de vida. Trabalhei com o prefeito Bertaiolli durante oito anos, Junji Abe também foi um bom prefeito e manter esta cidade em ordem é um desejo de todos nós. Nós temos vários colaboradores da Prefeitura que se dedicam muito e é uma questão natural ir para a reeleição.

Qual será seu principal projeto na busca pela reeleição?

A eleição é no segundo semestre e neste momento, minha preocupação é manter tudo funcionando na cidade. Mas meu desejo como gestor é fazer com que as obras possam ser implementadas, mas acima de tudo, que os serviços que atendem às pessoas, principalmente as que mais precisam, funcionem corretamente. A cidade de Mogi das Cruzes tem uma Saúde diferenciada, uma das melhores do Brasil e eu tenho me dedicado pessoalmente para poder melhorar ainda mais. Assim como melhorar a Educação, a Segurança e colocar em funcionamento o que cada bairro precisa. Mogi tem uma área territorial muito grande e cada bairro tem suas necessidades próprias e eu tenho feito um trabalho de ouvir as pessoas e priorizar as necessidades de cada local. Estamos recuperando todos os espaços públicos existentes, criando projetos para famílias, crianças e idosos. Ou seja, Mogi é uma cidade muito grande e meu compromisso é ouvir as pessoas e atender tudo que é possível, dentro da realidade do município.

Seu grande projeto poderia ser o +Mogi Ecotietê, que começa agora, nesta fase da administração?

Esse projeto vem melhorar o saneamento da cidade, beirando o rio Tietê. A cidade foi construída à margem do Tietê e com a sua poluição, a cidade virou as costas para o rio. Nós precisamos recuperar o Tietê, melhorar a mobilidade e criar parques e áreas de lazer para a população.Mas o grande projeto de cidade para a cidade é a entrega da Maternidade Municipal. a Santa Casa hoje atende muito bem, mas tem um problema de espaço e as gestantes, hoje, não podem passar pela dificuldade ou preocupação de encontrar a Santa Casa fechada, como é uma possibilidade existente por conta da superlotação. São projetos da cidade para as pessoas. Isso nós estaremos construindo e dialogando com as pessoas.

E como fica o grupo de apoio ao prefeito. Houve muita especulação a respeito de um rompimento do senhor com o ex-prefeito e deputado Marco Bertaiolli. Como está essa situação na realidade?

Olha, o Marco Bertaiolli é um amigo meu. Nós trabalhamos juntos, nós estaremos trabalhando juntos nesta eleição; nós temos a mesma preocupação: cuidar da cidade. Então, a eleição é um momento do segundo semestre e nós estaremos trabalhando juntos, sim. Nós somos amigos e temos a mesma preocupação, cuidar da cidade de Mogi das Cruzes.

Quais serão os grandes adversários, em sua opinião?

Os adversários nós estaremos identificando no momento do registro das candidaturas. Mas você sabe que já apontam algumas pessoas que falam que são candidatos, que vão fazer melhor. Isso faz parte da escolha, do modelo democrático de votação, mas meu compromisso é ter muita seriedade e muito respeito ao dinheiro público, combater à corrupção e saber ouvir a população.

O senhor já iniciou contatos com outros partidos para futuras coligações no campo majoritário?

A política é arte da boa conversa, do diálogo. A gente faz política todos os dias; eu tenho conversado com todos os partidos políticos que já estão me apoiando, já são da minha base, e meu desejo e meu desejo é manter toda a base unidade, pois existe um respeito muito grande com os vereadores que foram escolhidos pelo voto democrático, cobram a Prefeitura naquilo que é necessário, pois são cobrados também pela população. Eu tenho conversado muito com todos esses partidos que fazem parte da nossa base e o meu compromisso é atender a todos, dentro do projeto de cada um. Às vezes tem o projeto de um bairro, às vezes de um segmento, mas o desejo de todos nós é entender o que podemos fazer em conjunto para melhorar a vida dos mogianos.

As eleições deste ano se apresentam com algumas modificações nas regras, como a não coligação dos partidos para o pleito de vereador, a questão do financiamento, entre outras. Qual sua avaliação destas eleições em relação à de 2016?

Olha, nas últimas eleições já estavam proibindo as doações de empresas. É uma realidade, após o Brasil ter passado por grandes dificuldades, o que obrigou a legislação eleitoral a sofrer alguns ajustes. O Brasil é o único país que tem um número tão grande e pulverizado de partidos, um Congresso com tantos partidos que até dificulta o diálogo para se chegar a consenso. Então, esse modelo que o Tribunal Eleitoral tem colocado é para diminuir a quantidade de partidos. A gente tem de se adequar a esta realidade e minha preocupação é agregar todos os partidos que estejam interessados num projeto futuro, um projeto de cidade para o mogiano. E não num projeto que pense exclusivamente em questões partidárias e/ou individuais.

O senhor já conversou com o ex-prefeito Marco Bertaiolli sobre isso?

Nós já temos conversado, estive almoçando com o deputado e falado com ele sempre. Agora ele está viajando, mas é meu desejo que a cidade possa continuar evoluindo dentro daquilo que ela precisa. O Marco é um amigo pessoal, nós somos amigos e vamos caminhar juntos. A gente tem sempre que respeitar todos os partidos políticos, que têm suas próprias orientações e diretrizes estaduais e nacionais.

O senhor esteve recentemente com um ex-adversário político, o ex-deputado Gondim Teixeira. O que resultou desse encontro?

Um dos temas que abordamos foi a questão do pedágio. Uma luta de todos nós para não permitir a instalação do pedágio. O assunto eleições, é claro, também foi abordado. Foi uma primeira conversa, mas a gente vai voltar a se falar, em breve.


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