PROJETO DE LEI

Prefeitura de Mogi prepara convênio com o Estado para a pavimentação da Estrada da Volta Fria

Prefeito Marcus Melo encaminha projeto de lei para as desapropriações exigidas para o asfaltamento da Estrada da Volta Fria. (Foto: arquivo)

A prefeitura de Mogi das Cruzes deverá encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei para permitir a assinatura de um convênio entre a cidade e o Governo do Estado para as desapropriações e a tomada de outras decisões necessárias para a execução do projeto de pavimentação da Estrada da Volta Fria. Apesar do encaminhamento da questão legal para o asfaltamento da via, o prefeito Marcus Melo (PSDB) não possui uma posição oficial sobre quando os trabalhos serão iniciados.

“A prefeitura vai ajudar no cadastramento das famílias, conversar com os proprietários dos terrenos que serão desapropriados. Eu acredito que a obra na ponte não vai gerar a desapropriação. A autorização da Câmara vai permitir o convênio entre a prefeitura, o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e o governo do estado. Então esse projeto está em andamento”, informa o prefeito.

Na edição de anteontem, reportagem de O Diário mostrou a situação da via que espera pelas obras prometidas em fevereiro passado pelo secretário estadual de Transporte e Logística, João Octaviano Machado Neto, em uma visita à cidade.

A pasta estadual se posicionou dizendo que o DER já concluiu o processo de mapeamento das estradas vicinais paulistas que receberão obras de melhorias, seguindo critérios técnicos da nova matriz logística do Estado, e que a Estrada da Volta Fria está no levantamento. Mas nenhum prazo foi divulgado.

Há mais de uma década, a cidade espera a inclusão da Estrada da Volta Fria nos planos de asfaltamento de vicinais. Enquanto isso não acontece, as famílias convivem o barro, nos dias de chuva, e a poeira, quando faz sol.

Mogi Ecotietê

Em entrevista a este jornal na manhã deontem, o prefeito Marcus Melo detalhou ainda o andamento do projeto +Mogi Ecotietê, que contempla, entre outros pontos, obras e melhorias da região leste da cidade, que contempla os bairros do Botujuru, Rodeio e o distrito de César de Souza. Está prevista, entre outras intervenções viárias, a construção de uma avenida paralela à Ricieri José Marcatto.

“A gente está aguardando o CAF (Banco de Desenvolvimento de Américas Latina) liberar o financeirmento que está em fase de aprovação em Brasília. O pessoal técnico esteve aqui para elaborar o projeto, mas trata-se de um programa amplo, que depende de autorização de órgãos do governo federal, em Brasília. Eu espero que ainda nesse semestre possam ser iniciadas algumas fases, como a recuperação do Rio Tietê e a drenagem do córrego Lavapés, que são exigências da própria CAF”, detalhou. Não há data para as obras de mobilidade urbana.


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