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Preocupação com a Covid-19 põe eleições em segundo plano

A essa altura, questões da cidade já deveriam estar sendo debatidas

O enfrentamento ao novo coronavírus e as prorrogações do atual período de quarentena estão servindo para desviar as atenções do processo eleitoral em curso no País. Enquanto as autoridades de Brasília já admitem a possibilidade de um adiamento do pleito para novembro ou dezembro, dependendo do comportamento e dos efeitos do vírus, os partidos políticos acompanham tudo a certa distância, como se evitassem avançar os limites de uma suposta barreira que parece existir em relação às eleições. São pouquíssimos os que se dispõem a falar abertamente sobre eleições como se isso fosse antiético ou quase um pecado, nesses tempos de pandemia. Afinal, que fim levaram os desencontros entre algumas das principais lideranças políticas da cidade? Onde foi parar o convite para o grande empresário ser candidato a prefeito de Mogi em outubro? E aquele parlamentar: irá desistir do cargo para disputar o cargo de prefeito? E a vice do virtual candidato à Prefeitura, cujo anúncio já foi convenientemente postergado por mais de duas vezes? E, em nome de quem? Do coronavírus, é claro. Não é hora de se falar em eleições. A preocupação é com a doença. Com os passar dos dias e com as atenções da Imprensa também voltadas, prioritariamente, para a pandemia, as eleições parecem ter ficado num plano secundário. O marasmo em relação à política parece ter sido impingido a todos por um suposto vírus, que parece mais forte até que o próprio corona. Já há dúvidas até se o tema voltará à discussão, mesmo quando começarem a vencer os prazos para convenções partidárias, registros de candidaturas e início de campanhas propriamente ditas. Até lá, no entanto, é certo que os assuntos serão os mesmos: quarentenas, ficar ou sair de casa, correr ou não correr riscos desnecessários, cuidados especiais com os mais velhos, etc. Tudo ligado ao coronavírus e seus efeitos. Uma situação que, em tempos de normalidade, dificilmente ocorreria num ano eleitoral. A essa altura, questões de real interesse da cidade já deveriam estar em pauta e sendo debatidas por virtuais candidatos. O atraso em torno disso será inevitável. E se é certo que vivemos dias absolutamente atípicos, tudo indica que as eleições também poderão seguir pelo mesmo caminho. Grandes interrogações se formam em relação ao futuro.

Trechinho

A empresa Electra Serviços de Infraestrutura Urbana Ltda é quem deverá executar o recapeamento de um trecho de 3.680 m² da rua Álvaro Pavan, localizado entre a avenida Manoel Bezerra de Lima Filho e a rotatória da avenida Candido Xavier de Almeida e Souza, entre o campus da UMC e a Estação dos Estudantes. Valor da obra: R$ 419,7 mil.

Receita

O delegado da Receita Federal do Brasil em São José dos Campos, Rogério Hino baixou portaria que decide manter suspensas, temporariamente, as atividades de atendimento presencial na Agência da Receita Federal em Mogi das Cruzes. A medida será válida até o dia 30 de junho, “podendo ser novamente prorrogada enquanto perdurar a situação emergencial de saúde pública decorrente da pandemia da Covid-19.” A Receita mantém disponíveis novos canais de atendimento digitais, virtuais e emergenciais, no âmbito da área de atendimento.

Acúmulo

Sinais dos efeitos da crise resultante da paralisação das atividades econômicas durante o período de combate ao novo coronavírus: um grande número de automóveis está ocupando o espaço pertencente à empresa JSL, no Mogilar, onde funcionava o antigo Depósito Municipal. Segundo apurou a coluna, eles pertencem à Movida, locadora de veículos, cujo movimento caiu tanto que obrigou a empresa a encontrar um local onde pudessem ser guardados até o retorno à normalidade.

Dúvidas

A julgar pelo andamento das obras, dificilmente a duplicação do trecho final da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra ficará pronta até o final deste ano, prazo já alongado pelo DER para a conclusão das obras. Com a pandemia, os serviços estão com o ritmo muito abaixo do esperado. para se ter uma ideia, ainda há uma só obra de arte pronta até agora.

Frase

Bolsonaro demonstra conviver mal com os freios e contrapesos de uma democracia representativa.

Editorial da edição de ontem do jornal O Globo, após pronunciamento do presidente Bolsonaro, no domingo, flertando com a ditadura


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