EDITORIAL

Prevenção necessária

De máscara, o Bandeirante é símbolo da tríade formada pela disciplina, responsabilidade e civilidade que irá modular como Mogi se sairá da pandemia.

A instalação de uma máscara de tecido confeccionada por voluntárias do programa Família Solidária no rosto da obra O Bandeirante, no início da Ponte Grande, marca uma das fases mais sensíveis do combate ao novo coronavírus. Por necessidade ou vontade própria, milhares de pessoas estão nas ruas, enquanto a natureza silenciosa e agressiva do vírus segue impulsionando para o alto a curva de infectados e vítimas fatais.

Até agora, Mogi das Cruzes vem remando em uma situação aparentemente controlada, o que pode ser aferido pelo índice ainda seguro da ocupação dos leitos, quando se compara, por exemplo, com São Paulo. Ainda não precisou utilizar, por exemplo, os novos leitos preparados no hospital de campanha, diferente de Suzano, que inaugurou o serviço e já possui pacientes.

Em uma pandemia, não há oásis. Aliás, uma pandemia é marcada por ondas de contágio que, em geral, regre a regressão ou não do número de infectados. Mas até que se tenha um tratamento seguro e, mais à frente, a vacina disponível a todos os países, o vírus continuará dando as ordens.

Por isso, a máscara no Bandeirante – produzido para celebrar a duplicação da rodovia Mogi-Dutra e o aniversário da Aços Villares, lança uma apropriada mensagem de unidade, como disse o artista Belini Romano.

A unidade da cidade em torno de um mesmo objetivo. Terão mais sucesso nesta briga contra um esse inimigo microscópico, mas potente o bastante para destruir pulmões e matar uma parte dos pacientes infectados em algumas semanas, as cidades que conseguirem mobilizar seus moradores.

São exigidos gestos simples, compaixão para com os grupos de risco, e a prevenção individual com a manutenção das máscaras nos rostos.

Até semana passada, o Alto Tietê estava oficialmente cotada para integrar a núcleo de cidades que terão, a partir da próxima segunda-feira, medidas mais brandas do isolamento social.

A nova rotina, porém, não será como a que tínhamos antes de março. Lembre-se, o vírus circula por toda a cidade.

De máscara, o Bandeirante é símbolo da tríade formada pela disciplina, responsabilidade e civilidade que irá modelar como Mogi sairá da pandemia.


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