RECLAMAÇÃO

Problema em urna eletrônica leva eleitora à delegacia em Mogi

Um dos seis registros de ocorrências atendidas pelas polícias Civil e Militar, ontem, em Mogi e Região do Alto Tietê, foi elaborado no final da tarde por ordem do delegado Guilherme Cyrino, do Distrito Central. Na sala da autoridade, a eleitora Maria Aparecida Ribeiro Salomon da Silva, de 63 anos, moradora em Braz Cubas, levantou as mãos, as uniu como se estivesse rezando, olhou para cima e falou: “Meu Deus, Bolsonaro tem que ganhar. Ele vai mudar o Brasil”.

Ela estava ansiosa para deixar registrado um problema na urna que diz ter constatado ao “exercer o seu direito de cidadania”, conforme acentuou o delegado Cyrino. “Votei normalmente nos candidatos a deputados federal e estadual, mas ao votar para candidatos ao senado, apertei a tecla do meu candidato e surgiram os números 13 e 11. Reclamei ao mesário que registrou o fato em ata eleitoral”.

Ainda, de acordo com a ela, “eu assinei a ata eleitoral, me deram o comprovante, porém em casa notei que era de outra pessoa e, então, voltei lá e me entregaram o certo”. Não satisfeita, procurou a Polícia Civil.

O investigador chefe Luiz Roberto Bourg de Mello confirmou que os mesários trocaram a urna 129, mencionada por Maria, a qual apresentou defeito. Nas redes sociais, havia denúncias do gênero.

O delegado titular César Donizeti Benedicto, do 4º DP, disse a O Diário que mandou fazer dois Termos Circunstanciados sobre “boca de urna”. Francisco Pedro da Silva, de 56 anos, e Devanir Barbosa dos Santos, de 47 anos, de Jundiapeba, negam ter infringido a lei eleitoral. Em Biritiba Mirim, o ex-vereador Fábio de Oliveira, de 37 anos, o qual já foi presidente da Câmara local, admitiu que fazia “boca de urna”.

Em Ferraz de Vasconcelos, a polícia atendeu três casos, um deles, na Vila São Paulo. Foi constatado pela PM que as jovens Maria Farias e Flávia Avelino, ambas de 18 anos, distribuíam ‘santinhos’ e teriam sido contratadas por um certo “Neguinho da Vila”.

Para o comandante do 17º BPM/M, Ary Kamiyama, “os eleitores puderam fazer democracia nas urnas, sem problemas”. Ele mobilizou 500 homens na sua área. “As eleições foram tranquilas como o previsto”, afirmou Paulo Roberto Madureira Sales, secretário municipal de Segurança.