INFORMAÇÃO

Processadas por cortar à força cabelos de uma menina negra

COMPROVADO Aí está a prova cabal e inquestionável de que os espantalhos tinham as cabeças durante o Festival Furusato Matsuri, no Cocuera, como atesta o Sindicato Rural. (Foto: divulgação)

Justiça aceita denúncia contra cinco mulheres por injúria e lesão corporal

O fato ocorreu e foi denunciado no final de 2017, mas somente agora a Justiça aceitou denúncia contra cinco mulheres acusadas de cortar, à força e de maneira humilhante, os cabelos de uma menina negra de 9 anos, em Mogi das Cruzes. Segundo nota tornada pública na última terça-feira (19) pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), as três se tornaram rés pelos crimes de injúria e lesão corporal. A promotora de Justiça, Flávia Flores Rigolo, na ação, pede ainda que seja determinada uma indenização à criança e à mãe dela, por dano moral. Consta na denúncia que, em dezembro de 2017, Adriana Alves da Silva, Joseli Alves Ferreira, Josélia Alves da Silva, tias da vítima, Nataly Alves da Silva Moreira, prima da criança, e Mayara dos Santos Niculau, esposa de um primo da garota, teriam obrigado a menina a sentar-se em uma cadeira e, sem o seu consentimento, cortaram os cabelos dela, de forma desordenada. Durante o corte, diz o processo, as rés puxaram com força os cabelos e apararam rente ao couro cabeludo com uma tesoura, fazendo verter sangue da cabeça e, obviamente, produzindo lesões. Visando humilhar ainda mais a garota e rebaixar sua dignidade, as rés chamaram a criança de “macaquinha” e classificaram seu cabelo de “podre”, numa referência pejorativa à cora da pele e à etnia da menina. O festival de abusos não parou por aí. Logo em seguida, Adriana ligou para sua irmã e mãe da criança, dizendo que a garotinha era uma “neguinha de cabelo podre”. Segundo a promotora Flávio Rigolo, ao proferir ofensas à honra da menina, a mulher atingiu também a dignidade de sua irmã, que também é considerada vítima na ação penal. Após tomar conhecimento do que aconteceu, por meio da própria irmã, a mãe da garotinha foi até o local e encontrou a filha chorando, com os cabelos retalhados e reclamando de muita dor no couro cabeludo. A mãe e o pai registraram queixa na Polícia Civil de Mogi e a menina foi submetida e exame de corpo de delito. Durante o andamento do inquérito, as mulheres admitiram ter cortado o cabeço da menina, mas negaram a violência e os ataques de injúria. A coluna não conseguiu contato com o advogado que defende as acusadas.

Dama de Ouro

Lembram-se da “Dona Maria”, a mulher de nome Jasiane Silva Teixeira, apontada como a maior traficante da Bahia, também chamada de “Dama de Ouro do Crime”, que foi presa há menos de dois meses em Mogi das Cruzes? Pois ela teve o seu pedido de habeas corpus aceito pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. Ele já estava no páteo do conjunto penal, mas foi impedida de sair em razão de uma nova decisão da Justiça, que fez com que ela permanecesse presa. “Dona Maria” foi condenada a penas de 4 anos e 9 meses.

Formosa

A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, votos de aplausos e congratulações à Igreja Presbiteriana de Formosa de Mogi, por meio dos pastores Jonatas Chen e Wu Chun Hsien, pelos 56 anos de atividades junto à comunidade de Taiwan que imigrou para Mogi das Cruzes. A iniciativa foi do vereador Mauro de Assis Margarido (PSDB). As comemorações relativas à efeméride aconteceram no último domingo, no Mogilar e no Botujuru.

Com cabeças

O Sindicato Rural de Mogi reagiu com indignação e mau humor à foto publicada ontem, na seção “Cotidiano”, desta coluna, mostrando dois espantalhos somente de chapéus e sem as respectivas cabeças, na área da festa do Furusato Matsuri, no Cocuera. Visivelmente, irritada, uma funcionária enviou mensagem à coluna dizendo que a foto foi feita antes do início do evento e que, durante a festa, a dupla recebeu as respectivas cabeças, como confirma a foto acima. Ah, bom…

Novo comando

A unidade de Mogi da Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social da Grande São Paulo Leste (Drads) tem novo diretor técnico: Audrey Rodrigues de Oliveira foi indicado para substituir o exonerado José Resende Filho. Audrey, também conhecido como Pitti, atuou durante um longo tempo ao lado do ex-prefeito de Mogi das Cruzes, Junji Abe (MDB), embora não se tenha conhecimento da interferência do político mogiano na sua indicação para o cargo.

Frase

Você não vai acabar com desmatamentos nem queimadas. É cultural.

Jair Bolsonaro, presidente da República, esquivando-se de responder sobre o aumento de 29,5% no desmatamento da Amazônia


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