DEMANDA

Procura por gás de cozinha em Mogi já é menor

SITUAÇÃO Revendedoras de botijões de gás de cozinha registraram grande movimento entre final de março e início de abril. (Foto: arquivo)
SITUAÇÃO Revendedoras de botijões de gás de cozinha registraram grande movimento entre final de março e início de abril. (Foto: arquivo)

Entre o final de março e início de abril, São Paulo enfrentou problemas por conta do desabastecimento de gás de cozinha. Em Mogi das Cruzes não foi diferente. Atualmente, a situação está normalizada e as distribuidoras, inclusive, perceberam queda nas vendas, já que muitos clientes compraram mais de um botijão por medo de que o produto faltasse novamente. Durante a crise, o Procon da cidade não chegou a autuar estabelecimentos por preços abusivos.

Em uma revendedora do Mogi Moderno, o proprietário Marcelo Jatoba conta que chegou a ficar quase 15 dias sem ter o que vender. Quando conseguia comprar o produto, ele chegava mais caro ao local. Se normalmente o comerciante consegue comprar por R$ 45,00 e revender por R$ 62,00, naqueles dias, o botijão chegava para ele por R$ 55,00 e era vendido ao consumidor por R$ 70,00, valor máximo permitido no Estado.

“Devido à demanda que teve e foi muito alta, com as pessoas comprando para estocar, agora o movimento está baixo, bem parado. Inclusive estou até fechando mais cedo, porque não tem procura. Os consumidores ficaram desesperados e muita gente que tinha condições comprou mais de um botijão”, revela o comerciante.

Também no Mogi Moderno, outra distribuidora viu o problema acontecer e teve a situação normalizada há quase um mês. Segundo Guilherme de Oliveira Malaquias, funcionário do estabelecimento, o gás ficava até três dias sem chegar ao local e depois a carga passou a ser entregue em dias alternados, até que o abastecimento voltasse a acontecer normalmente. Por um momento, a venda teve de ser limitada para que todos os clientes pudessem ser atendidos.

No lugar onde os botijões são comercializados a R$ 62,00 para retirada e R$ 70,00 para entrega, as vendas também diminuíram. Em um comércio de Braz Cubas, o movimento também diminuiu, mas não de maneira tão brusca. Durante a crise, moradores de Guararema e Itaquaquecetuba chegaram a procurar pelo produto no distrito.

“As pessoas formavam filas aqui, tinha dia que vinham 16 botijões e em menos de dez minutos já acabava tudo. Chegou um momento que a gente precisou limitar as vendas porque havia gente querendo levar dois ou três e isso faria com que faltasse para os outros. A gente continuou vendendo pelo preço normal, mas parou de fazer entregas, porque não dava. Os donos de depósitos ficam com medo de uma possível greve na Petrobrás, o que faria que o problema voltasse a acontecer”, comenta Rogerio Xavier da Silva, que trabalha no estabelecimento.

Quando a falta dos botijões começou a ser notada pela população, o Procon de Mogi logo passou a receber uma série de reclamações. Fernando Muniz, diretor do órgão, diz que a maioria dos registros era mesmo pela ausência do produto e que depois o preço passou a ser questionado. Desta forma, foram feitas ações para instruir os comerciantes a vender, no máximo, por R$ 70,00 cada unidade, como foi estipulado pelo Governo do Estado.

“A fiscalização começou a ir até as distribuidoras, mas a maioria já estava dentro do que foi determinado. O que encontrava de diferença era no preço da entrega, mas o próprio sindicato da categoria estabeleceu a partir de um momento que ela poderia ser de até R$ 9,90. Então, nós não tivemos de aplicar nenhuma multa, apenas orientamos. No bairro do Beija-Flor, até mesmo para ajudar a população, uma casa de ração estava vendendo gás, o que não é permitido. Mas notificamos e eles logo pararam”, ressalta Muniz.


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