MÔNICA FELISMINO

Professora premiada pelo MEC

Estabelecida em Mogi das Cruzes há 15 anos, Mônica Felismino que dá aula para crianças entre 7 e 11 anos, acaba de ter um projeto reconhecido pelo Ministério da Educação. Ela também foi premiada como “educadora por excelência” pela Secretaria Municipal de Educação. (Foto: Eisner Soares)
Estabelecida em Mogi das Cruzes há 15 anos, Mônica Felismino que dá aula para crianças entre 7 e 11 anos, acaba de ter um projeto reconhecido pelo Ministério da Educação. Ela também foi premiada como “educadora por excelência” pela Secretaria Municipal de Educação. (Foto: Eisner Soares)

Mônica Raquel de Souza Matheus Felismino sempre foi a “ratinha de biblioteca” da família. Quando criança, saía pelas ruas da Capital com a mãe, a dona de casa Iolanda da Cruz, em direção ao ferro velho, para comprar livros que as pessoas descartavam. O interesse pela literatura só disputava espaço com os estudos, e depois de se mudar para a Cidade ela cursou pedagogia e se tornou professora premiada não só pela Secretaria Municipal de Educação como também pelo Ministério da Educação (MEC).

O despertar de Mônica para a literatura se deu quando ainda na primeira infância, entre os 9 e 10 anos. Na escola ela se destacava em matemática, mas adorava estudar todo e qualquer conteúdo, tanto é que se recorda de ir ao colégio pela manhã, e de ficar lendo conteúdos variados durante toda a tarde.

Ávida pelo saber, quando estava na sexta série (atual 7º ano), Mônica ingressou num cursinho preparatório para o vestibular de cursos técnicos. O objetivo dela era se matricular em desenho técnico, pela proximidade desta área com a disciplina de matemática. Quando chegou a hora, prestou o vestibular em diversas instituições e optou pela Escola Técnica Estadual (Etec) Presidente Vargas, em Mogi das Cruzes.

Não bastasse acordar cedo e vir de São Paulo para cá para estudar no ensino médio regular pela manhã e na Etec à noite, Mônica ainda ingressou no curso de eletricista predial pelo Senai, no período vespertino. Assim foi a rotina dela durante todo o ano de 2005, durante o início do ensino médio, até que no ano seguinte tudo mudou: aos 16 anos ela engravidou, e readequou toda sua agenda ao lado do marido, Matheus Felismino.

O plano do casal era que ele ingressaria na faculdade de Engenharia Civil, enquanto Mônica se dedicaria aos cuidados do recém-nascido Renato. Mas Mônica não conseguiu ficar parada por muito tempo e logo começou a fazer trufas para que o marido vendesse na faculdade.

Assim eles se mantiveram até 2009, quando Renato completou 3 anos e pôde ir para a creche. Com mais tempo disponível, Mônica fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), teve bons resultados e garantiu bolsa integral para o curso de Pedagogia na Universidade Braz Cubas.

De volta à rotina de estudos, ela reencontrou o entusiasmo em aprender e não demorou a entrar para a equipe de iniciação científica da UBC, pela qual chegou a ser premiada num congresso. Durante a formação acadêmica, Mônica teve o apoio da sogra, Denise Matheus, que é diretora em uma escola municipal e a levava para participar de atividades lúdicas com crianças.

Mônica se formou em julho de 2012 e, em agosto daquele mesmo ano, foi convocada para ingressar na Rede Municipal de Ensino. Ao ter as primeiras aulas atribuídas, ela percebeu que o professor acaba aprendendo muito com os alunos.

Nessa época, as turmas de Mônica eram compostas por crianças entre 7 e 8 anos. Somente no ano seguinte que ela teve contato com crianças um pouco mais velhas, entre 10 e 11 anos, com as quais amou trabalhar – tanto que segue com essa faixa etária até hoje.

Apaixonada também por estudar, emendou a graduação numa pós em neurociência pela PUC, depois outra em arte pela Faculdade Campos Elíseos e, mais tarde, nessa mesma instituição, em gestão escolar, que concluiu em 2017. Antes disso, porém, ela teve o segundo filho, Rafael, em 2014, e tornou-se professora fixa em duas escolas municipais, a Isidoro Boucault, na Vila da Prata, e a Antônio Nacif Salemi, no Alto do Ipiranga.

Foi nessas escolas, aliás, que Mônica foi reconhecida pela Secretaria Municipal de Educação como “educadora por excelência”, em duas categorias: ensino infantil e ensino fundamental. Os motivos da premiação foram dois projetos dela em 2017.

O primeiro dos projetos, com os alunos mais novos, consistia em tarefas interdisciplinares relacionadas às árvores frutíferas, e o segundo, com crianças mais velhas, na faixa dos 10 anos, envolvia educação financeira, mais especificamente tributação fiscal.

A didática de Mônica fez os baixinhos entenderem conceitos sobre economia, como a flutuação do dólar, o processo de dar troco a alguém e o sistema monetário brasileiro como um todo. E como obteve bons resultados, ela repetiu a dose neste 2018, com outra turma, focando o aprendizado em economias domésticas.

Com isso, novamente a professora foi reconhecida, dessa vez pelo Ministério da Educação (MEC), na categoria estadual dos 4º e 5º anos do ensino fundamental pelo prêmio Professores do Brasil. O projeto ‘De quem é esse dinheiro’, aplicado por ela na escola Isidoro foi premiado como “destaque” e ela foi convidada para participar de uma sessão solene no Rio de Janeiro, no próximo dia 29.

Por tudo isso, aos 30 anos, Mônica estampa no rosto um enorme sorriso quando fala do trabalho. Ela não tem a menor intenção de deixar de lecionar e já pensa na próxima pós-graduação e no mestrado. A professora também está escrevendo um livro didático sobre educação financeira e ainda encontra tempo livre para passear e fazer pequenas viagens com o marido e os filhos.

Curto-Circuito

Viver em Mogi é… ter clima serrano e a praia como quintal

O melhor da Cidade é… a educação

E o pior? O trânsito e a pavimentação

Sinto saudade de… dormir

Encontro paz de espírito… no meu lar

Pra ver e ser visto… a consciência

Meu prato preferido é… macarronada do marido

Livro de cabeceira… ‘O Pequeno Príncipe’, de Antoine de Saint-Exupéry

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa? Uniforme de escola

O que não tem preço? Família

Uma boa pedida é… tomar café

É proibido… faltar com respeito e colar na prova rsrs

A melhor festa é… em casa, com amigos e família

Convite irrecusável… viajar

O que tem 1001 utilidades? Um professor

Meu sonho de consumo é… conhecer a ilha de Sardenha, na Itália

Qual foi o melhor espetáculo da minha vida? O nascimento dos meus filhos

Cartão-postal da Cidade… Serra do Itapety

O que falta na Cidade? Um supermercado 24h

Qual é a química da vida? Amor ao próximo

Deus me livre de… perder a coragem