TRÂNSITO

Proibição aos caminhões na região do Mogilar preocupa Ciesp e Câmara

POLÊMICO Secretário de Transportes, José Luiz, foi à Câmara explicar as mudanças realizadas na rotatória da praça Kazuo Kimura. (Foto: arquivo)

O estudo sobre a proibição de caminhões na região do Mogilar, mais especificamente na rotatória Kazuo Kimura, próxima ao Habib’s, foi discutida ontem durante a sessão da Câmara Municipal. Como solução para o trânsito, os parlamentares cobram a conclusão do anel viário de Mogi das Cruzes, o que seria a continuidade da Via Perimetral e uma alternativa para que os caminhoneiros desviassem da área central da cidade. O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Alto Tietê acredita que a proposta deva ser amplamente estudada.

O secretário municipal de Transporte, José Luiz Freire de Almeida, esteve ontem na sessão e ficou acordado que a pasta continuará analisando a situação na rotatória durante os próximos 15 dias. Caso os novos semáforos implantados não estejam surtindo o efeito desejado, novas mudanças poderão ser promovidas.

“A proposta de proibir a circulação de caminhões ainda se encontra em análise. Nos últimos dias observamos o fluxo na região e identificamos que os caminhões acabam prejudicando o trânsito em determinados horários. Os ônibus não são e não podem ser considerados um problema, afinal cada um deles transporta dezenas de passageiros. Eles ajudam a reduzir o número de veículos nas ruas”, comentou ele.

Para o Ciesp, a busca de melhor fluidez e segurança no trânsito é uma necessidade.
Entretanto, acredita que a limitação no horário de circulação de caminhões e carretas em determinadas rotas de escoamento de mercadorias precisa ser amplamente estudada e discutida com as indústrias e transportadoras para não acarretar outros problemas, como aumento de custos.

A ideia não agrada aos profissionais da categoria. “Eles querem proibir logo ali e é complicado para nós, porque isso de ter horário estipulado atrapalha a gente. Às vezes você pega um trânsito a mais, atrasa um pouco e, mesmo sem culpa, leva multa. A cidade depende de caminhão para tudo, não pode ter medidas que vão nos prejudicar. Seria melhor ter um rodízio de placas de veículos”, reivindicou o caminhoneiro Diercio Alves.

Em uma rede social, o arquiteto e urbanista Paulo Pinhal propõe “uma ideia por dia”. Ontem, ele mostrou um desenho do que poderia ser feito na rotatória. Inicialmente, ele retiraria a saída de ônibus da rodoviária da Avenida Francisco Rodrigues Filho, fazendo com que eles saíssem pelo mesmo lugar onde entram, na Avenida Manoel Bezerra Lima Filho. Depois, a ideia é de que em todas as saídas da rotatória, a última faixa da direita seja livre, sem semáforos para que o tráfego flua.

Na ligação entre os dois trechos da Avenida Francisco Rodrigues Filho e entre as avenidas Yoshiteru Onishi a ideia do urbanista é a implantação de um cruzamento simples, com painéis de semáforos. “A Prefeitura diz que fazer esse cruzamento é complicado porque onde hoje existe a rotatória passa o córrego Lavapés. Mas há outras opções para reforçar a passagem, como estruturas prontas de metal”, concluiu Pinhal.


Deixe seu comentário