PARCERIAS

Projeto de dança une mogianos e europeus

Neste ano, a escola de dança Regina Ballet retomará a tradição de fazer dois festivais na cidade. O primeiro, Mogi em Dança, já está certo para o dia 9 de maio. O segundo, ‘Alto Tietê – Mogi das Cruzes em Dança’, segue ainda sem dia exato, mas confirmado para o mês de junho. Além disso, com uma parceria firmada com bailarinos de Portugal e Espanha, as expectativas são altas para a temporada que acaba de começar.

Menor quando comparado ao evento de junho, o Mogi em Dança não foi realizado em 2019, o que, na avaliação da proprietária da escola, Regina Cunha, foi ruim, já que ele funciona como uma preparação para a ação maior. Nesse ano o cenário mudou por um conjunto de situações, inclusive o reconhecimento da modalidade no município.

“Há espaço para todos os estilos, como balé, jazz, contemporâneo e dança de rua. Penso em como foi difícil iniciar esta jornada, há 46 anos, e hoje só tenho a agradecer a este grande polo cultural que é Mogi”, diz Regina, que comemora o fato de ter trabalhado com mais de mil bailarinos e movimentado mais de duas mil pessoas no ano passado, além de ter arrecadado praticamente 2,5 mil agasalhos junto aos ingressos da agenda de 2019.

Segundo ela, as tratativas para os eventos desta temporada tiveram início há meses, e agora estão em fase final de “solicitação de espaço” e “convite para profissionais e professores que ministrarão workshop e farão parte do júri”.

Em 2019, uma das “estrelas” participantes foi Cecília Kerche, primeira bailarina e diretora artística do Ballet do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Depois deste nome de peso, o que esperar agora?

“um ano bem melhor”, responde Regina, ainda guardando os “segredos”.

No entanto, já se pode afirmar uma grande novidade da programação: uma parceria com equipes de Portugal. Ou seja, bailarinos de Mogi que se destacarem poderão fazer um intercâmbio artístico com portugueses.

As conversas surgiram em outubro último, quando Regina ministrou um workshop de balé clássico no Festival Interdança, em solo lusitano. Nesta mesma oportunidade, foi acompanhada da filha, que deu uma aula de jazz, e da neta, que participou como competidora. “Essa parceria é de grande valia para nossa escola, nosso festival e também para mim”, resume.

Companhia de dança

No dia 29 de dezembro, O Diário publicou uma entrevista com o secretário de Cultura e Turismo, Mateus Sartori. Ele defendeu e deu como certa a criação de “companhias municipais” de teatro e dança em 2020. Regina Cunha acredita nessa ideia, e diz já ter contribuído para algo parecido em outras gestões.

“Uma vez foi montado o grupo Terra, que depois não vingou. Mas ainda tenho o sonho de ter uma companhia de dança na cidade. Temos muitos talentos para representar. Além dos bailarinos, há por aqui excelentes professores e seria uma oportunidade para fazermos um trabalho com todas essas forças”.

Enquanto isso não acontece, ela se mostra “aberta a discussões para o bem da cidade” e pensa em novos projetos, como a formação de um grupo gospel. Além disso, se dedica ao fomento e busca de apoiadores para outra ação, já aprovada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura (LIC), “para que bailarinos mogianos possam conseguir nos representar num festival em Galícia, na Espanha, nos dias 25, 26 e 27 de abril”.


Deixe seu comentário