PREVENÇÃO

Projeto de mogiana já leva 300 máscaras a hospitais

AJUDA Protetores faciais são direcionados às unidades de saúde. (Foto: divulgação)
AJUDA Protetores faciais são direcionados às unidades de saúde. (Foto: divulgação)

Com uma previsão inicial de produzir mil protetores faciais para as unidades de saúde de Mogi das Cruzes, o Projeto Hígia já alcançou mais da metade deste objetivo. Até ontem, 550 equipamentos estavam prontos e 300 haviam sido distribuídos pela cidade em prol do combate ao novo coronavírus. À frente da iniciativa, a mogiana Natacha Ota diz ter certeza que esse número será superado e revela a distribuição expandida aos outros municípios do Alto Tietê

No Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, por exemplo, funcionários chegaram a reclamar da falta de materiais de proteção. Por lá, os equipamentos já foram entregues. O Hospital Municipal, as Unidas de Pronto Atendimento (UPAs) do Rodeio e do Oropó e a Unidade Básica de Saúde (UBS) de Jundiapeba também já foram abastecidas. A próxima leva está sendo preparada para ser encaminhada à Santa Casa de Misericórdia.

“Nós orientamos que todos os funcionários devem usar esse equipamento, desde a recepção e a segurança, até os profissionais de saúde que cuidarão dos casos já confirmados e também suspeitos. O equipamento não é descartável, ele pode ser higienizado com álcool 70 e ser reutilizado. Mas é preciso que cada colaborador tenha o seu., nós não indicamos o compartilhamento até mesmo por conta de bactérias”, explica Natacha.

Para a produção, que é feita em impressoras de três dimensões (3D), a mogiana lidera uma equipe formada por outros oito voluntários. Ela, sozinha, cuida de três impressoras, enquanto o restante do grupo trabalha cada um com uma máquina. Nelas, são produzidas uma espécie de arco, que envolve a testa do profissional, e segura uma folha de acetato, esta já comprada pronta.

Com isso, é formada uma barreira que cobre todo o rosto, impedindo a passagem de gotículas de saliva, secreção ou sangue, que são altamente contaminantes. Assim, os funcionários da saúde estão constantemente expostos a isso, ganhando maior proteção com o equipamento. Mesmo com ele, as máscaras cirúrgicas não são eliminadas.

Para dar conta da distribuição em todo o Alto Tietê e também de um possível reabastecimento nos locais já contemplados, o projeto busca por parcerias, tanto de voluntários para a produção, como a doação de verba. Além disso, as unidades de saúde que têm interesse em receber os equipamentos precisam se inscrever. Todos os formulários podem ser preenchidos online, pelo site www. projetohigia.com.br .


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