Projetos habitacionais são o seu foco

Wellington Longo cresceu em meio a vários engenheiros e não teve dúvidas na escolha da profissão. Hoje, à frente de sua própria construtora, o mogiano se mostra otimista com a reação do mercado e vive a expectativa de, em breve, ter ao seu lado o filho, que está se formando engenheiro civil assim como o pai

A bagagem profissional de Wellington Marteli Longo é vasta. O engenheiro civil, natural de Mogi das Cruzes, trabalhou em obras grandes, inclusive em construtoras multinacionais. Munido de toda essa experiência, há dois anos, ele criou a própria empresa, a Lonfer, focada em prédios habitacionais. Wellington conta que, desde a infância, já sabia que queria ser engenheiro. É que ele sempre teve a inspiração de, pelo menos, sete tios e o irmão mais velho, Wladimir João Longo, que trabalham na área. Aos 17 anos, em 1982, ele ingressou no curso de Engenharia Civil na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Àquele tempo, as pessoas no campus vinham de muitos lugares, o que ajudou na formação profissional, que envolvia muita prática. Tanto é que a experiência universitária o levou a estagiar na Companhia Suzano.

O estágio, na indústria, não era exatamente o que ele procurava, então depois de um ano ele se viu procurando emprego. E encontrou uma vaga para atuar na construção de condomínios na Riviera de São Lourenço, que à época ainda não era tão badalada. Foram 10 anos trabalhando por lá, fazendo a viagem de ida e volta à Mogi diariamente. Durante esse período, encontrou um processo de engenharia ainda artesanal, e foi promovido de trainee para sênior, organizando a logística e também a produção das obras de diferentes conjuntos habitacionais.

Depois, em 2000, já com mais experiência no currículo, Wellington decidiu voltar a trabalhar em Mogi. Em pouco tempo, foi empregado por uma construtora contratada do grupo Helbor e encarregado de gerenciar a obra do Helbor Tower, grande empreendimento comercial, no Centro.

Na sequência, passou a atuar por outras empresas, mas ainda construindo para a Helbor. Foram 10 anos neste ritmo, tempo em que Wellington percebeu o processo de industrialização que a engenharia civil passava, deixando processos artesanais para se tornar mais sofisticada. Em 2009, aos 44 anos, o mogiano entrou para a equipe da Odebrecht, para cuidar de obras na Capital. Ainda assim, ele não se mudou da Cidade, e mais uma vez pegava estrada todos os dias.

A sua gestão rendeu dois prêmios pela empresa, que lhe ofereceu duas pós-graduações, uma em matemática financeira imobiliária e outra em gestão de pessoas. Ele próprio diz que, não fosse a crise que atingiu a empresa, talvez estivesse lá até hoje.

No entanto, em 2016, no auge dos escândalos de corrupção que envolveram a diretoria do grupo, Wellington foi desligado de suas funções. Outro funcionário demitido foi Ernani Ferreira, também de Mogi, amigo de Wellington. Sem emprego, porém com vontade de trabalhar, naquele ano os dois se uniram e criaram a Lonfer Engenharia.

A empresa nasceu nos fundos da casa da mãe de Ernani, e em pouco tempo, cresceu. Numa rodada de negócios do grupo BNI local, os sócios fecharam negócio com uma incorporadora de Arujá, para levantar um prédio com mais de 150 apartamentos. Sendo assim, a Lonfer fixou-se em Arujá, e logo fechou outro contrato por lá, e depois mais um, na cidade de Itupeva. Hoje, comemorando dois anos de atividades, a empresa tem oito funcionários diretos, e cerca de 200 indiretos, um crescimento rápido, na visão de Wellington.

O mogiano prevê números ainda maiores para o próximo ano, e quer estabelecer a sede em Mogi das Cruzes, para, mais uma vez, ficar perto de casa. Aos 53 anos, ele enxerga um mercado que se recupera de uma de suas piores crises financeiras, e está otimista para, daqui a algum tempo, começar a trabalhar com o filho João Victor, que segue os passos do pai e se formará em Engenharia Civil em 2019. (Heitor Herruso – Especial para O Diário)

PORTA-RETRATO

CURTO CIRCUITO

Viver em Mogi é…
estar perto de tudo

O melhor da Cidade é…
ser alguém, e não mais um

E o pior?
A rodoviária

Sinto saudade…
do Parque Municipal e de seu teleférico

Encontro paz de espírito…
no Parque Centenário

Pra ver e ser visto…
Sr Café

Meu prato preferido é…
camarão à húngara

Livro de cabeceira…
‘Seja Foda’, de Caio Carneiro

Peça campeã de uso do meu guardaroupa?
Calça jeans

O que não tem preço?
Amor verdadeiro

Uma boa pedida é ir…
no La Parca comer comida mexicana

É proibido…
não sonhar

A melhor festa é…
com a melhor companhia

Convite irrecusável…
é quando meu filho me pede algo

O que tem 1001 utilidades?
Eu

Meu sonho de consumo é…
conhecer Maldivas

Qual foi o melhor espetáculo da minha vida?
O nascimento do meu filho

Cartão-postal da Cidade…
A escultura ‘Homem de Lata’, na entrada da Cidade pela Mogi-Dutra

O que falta na Cidade?
Mais parques

Qual é a química da vida?
Sorrir

Deus me livre de…
gente invejosa