NOVELA

Promessa de melhorias na Volta Fria completará um ano; moradores ainda sofrem com a falta de infraestrutura

TUDO IGUAL Os moradores da Volta Fria enfrentam barro, na chuva, e muita poeira, nos dias quentes. (Foto: Natan Lira)
TUDO IGUAL Os moradores da Volta Fria enfrentam o barro na chuva, além de muita poeira nos dias quentes. (Foto: Natan Lira)

“A gente só vê falando que vai trocar o asfalto de uma pista, que vai asfaltar a outra, mas para a gente aqui nunca chega. Tem imposto até na caixa de fósforo que a gente compra, mas não vê o retorno. Tudo aqui já é difícil e piora ainda mais sem o asfalto e a ponte interditada”. O lamento é de Vera Lucia da Silva Ferreira, que luta na presidência da Associação dos Moradores da Volta Fria e Adjacências por serviços públicos e dignidade para quem vive no bairro.

Em 8 de fevereiro próximo vai completar um ano que o secretário de Estado de Transportes e Logística, João Octaviano Machado Neto, visitou a via na companhia do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) e prometeu a duplicação dos 7,5 quilômetros da estrada. Até então, segue a promessa.

Vera não se cansa de dizer o quanto a falta de obra impacta diariamente na vida dos moradores. Ela tem um comércio às margens da via e acompanha diariamente os trabalhadores, estudantes e donas de casa que são obrigados a andar, no barro da chuva ou na poeira dos dias quentes, para ir ao serviço, à escola, ao médico, à feira, sem o básico da infraestrutura.

“Eu me canso de ver gente que mora há mais de dois quilômetros de Jundiapeba ir até lá para pegar ônibus, porque apesar de ser perto aqui, agora para ir até lá de ônibus são duas conduções para ir e duas para voltar, porque na ponte da Volta Fria o ônibus não passa”, diz.

A ponte, de madeira, está desde 2014 fechada para o trânsito de veículos pesados porque corre o risco de ruir. Veículos pesados não podem acessar a passagem que liga a Volta Fria a Jundiapeba. A obra foi iniciada na década de 1980 pelo Governo do Estado e interrompida pela empresa contratada para executar o projeto, nunca mais retomado.

Manter um carro para diminuir o tempo do trajeto também não é tarefa fácil, porque o cenário na via é de buracos, pedras, depressões, mato e lama em toda a extensão, que liga a via Perimetral à avenida Guilherme Giorgi, no corredor Leste-Oeste, em Jundiapeba. Inclusive, a obra é aguardada também para que essa rota seja utilizada por caminhões e retire de Brás Cubas o tráfego de carros pesados que vêm da Mogi-Dutra pela Estrada do Pavan, rumo ao rodoanel Leste, acessado em Suzano.

Resposta

Ainda não há um prazo para a assinatura do contrato de serviços que deverá incluir o asfaltamento e as melhorias na Volta Fra, no programa Novas Vicinais, segundo resposta encaminhada ontem pelo Governo do Estado a este jornal. Essa informação, aliás, já foi publicada anteriormente.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), afirma a nota, concluiu processo de mapeamento das estradas vicinais paulistas que receberão obras de melhorias, seguindo critérios técnicos da nova matriz logística do Estado. “Tal levantamento originou o programa Novas Vicinais, lançado pelo Governo no final do ano passado. As vias contempladas na primeira etapa serão divulgadas após assinatura do financiamento e celebração de convênios com prefeituras. Por sua importância regional, a Estrada da Volta Fria foi incluída no mapeamento”, repete a informação.


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