Promessas adiadas

O adiamento da entrega das obras de construção do Fórum de Braz Cubas para novembro integra as promessas descumpridas pelo Governo do Estado. Esperava-se para daqui a três meses a inauguração do prédio reivindicado há mais de duas décadas por Mogi das Cruzes. Na mais recente atualização sobre andamento do projeto, o Estado confirma que serão mais cinco meses até o fim de uma espera responsável diretamente por tornar ainda mais lentos os lentos procedimentos judiciais.
O Fórum de Braz Cubas funciona em dependências inadequadas, o que complica a finalização de processos e de determinados procedimentos, como o agendamento do salão do júri, existente apenas na unidade central.

Milhares de novas ações cíveis e criminais dão entrada diariamente nos dois fóruns. A Cidade não tem condições nem mesmo de abrigar novas varas pleiteadas por juízes, promotores públicos e advogados para adaptar os fóruns ao crescimento populacional e das demandas que a duplicação do número de habitantes provocou.

Foi um custo obter o comprometimento do Governo do Estado com esse pedido. Em 2013, iniciada a obra, a morosidade marcou a realização dos serviços, até que a primeira empreiteira contratada deixou o local. Contratada nova empresa, depois de alguns meses, os pagamentos a conta-gotas ditaram o ritmo dos trabalhos.

O que deveria ser uma exceção virou norma quando se fala em descumprir prazos dados a Mogi e Região pelo Governo do Estado. Ao se comprometer com uma cidade, secretários e o governador precisam, no mínimo, reservar recursos no orçamento estadual. E antes que assessores se apressem a dizer, em respostas que tentam, mas não tampam o sol com a peneira, lembramos: essas pendências não podem ser colocadas na conta da crise política e econômica: algumas são pendências de 10, 20 anos.

Estão nessas pendências, a limpeza do Rio Tietê que, após publicada a licitação e escolhida a empresa responsável pela obra, prometia o Governo do Estado, deveria ter começado no ano passado. O Tietê segue sujo e assoreado. O mesmo se deu com a conclusão do trecho de oito quilômetros entre Mogi das Cruzes e Arujá, da Rodovia Mogi-Dutra. A duplicação desse trecho estava prevista para ser feita quando o traçado foi alargado, 14 anos atrás. O Estado não fez. Demorou tanto para sair a obra que os estudos técnicos feitos para isso caducaram. Na mesma lista estão a entrega do serviço de radioterapia no Hospital Luzia de Pinho Melo e a ampliação do atendimento a dependentes químicos, na clinica instalada no Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, e a reforma das estações ferroviárias.


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