EDITORIAL

Promessas mogianas

Protagonistas de histórias contadas por este jornal, nas últimas semanas, nos ajudam a compor um contraponto à escuridão lançada por perguntas surgidas com a pandemia. Por que os governos dizem uma coisa, e fazem outra? Por que mesmo diante de todas as evidências sobre o risco do colapso da rede de saúde pública e particular, tantas pessoas estão nas ruas, em campeonatos de futebol, como os ocorridos nos finais de semanas, em bairros como a Vila Natal e Jardim Planalto, ou visitando o Pico do Urubu?

Enquanto uns negam, outros agem. E os que estão agindo nos ajudam a ver saídas para a pandemia.

A mogiana Aline Fuke Fachinetti, integrante da Comissão do Direito Digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi das Cruzes, criou e difunde um jogo de tabuleiro que explica, de maneira simples, os impactos do uso dos dados de todos – números de nossos CPFs, telefones, gostos pessoais, comportamento de consumo, e etc. A regulação da proteção do uso de dados é um assunto que seguirá adiante, com ou sem pandemia.

O empresário Rafael Ronchi, integrante do projeto Natural da Mata, está levando os produtos, a cultura, a tradição e o povo que sempre viveu na Mata Atlântica, em Taiaçupeba, para serem vendidos em outras cidades e dando oportunidade a pequenos e conscientes produtores, reunidos anteriormente pelas ações de sustentabilidade nascidas no Parque das Neblinas.

Itens da terra como cambuci e o pastel de reza, este último, uma receita de uma moradora do distrito, estão sendo vendidos em outras cidades, e mantendo a renda de um grupo de mogianos, em meio à quarentena.

A farmacêutica Flavia Caruso, primeiro em suas redes socais e, depois, em uma entrevista concedida a este jornal, lançou uma pergunta que carece de resposta: como a sociedade e o governo municipal vão ordenar a circulação dos pacientes com sintomas leves da Covid, que estão indo às farmácias, em busca dos medicamentos prescritos para tratar a doença?

Houve quem instalasse uma pia em um bairro de Ferraz de Vasconcelos. Muitos empresários passaram a criar e produzir saídas para setores como o comércio, a agricultura, a saúde, a educação e etc.

Jovens e experientes mentes mogianas estão ativas, questionando e agindo politicamente, como podem. Servem de inspiração para os dias que virão e sabemos, não serão fáceis para quem adoece ou perde familiares para o novo coronavírus.


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