CASO LETÍCIA

Quadrilha matou jovem e deixou corpo próximo a represa de Mogi por suposta vingança

Corpo de Leticia foi encontrado perto da represa de Taiaçupeba em Mogi. (Foto: Divulgação)
Corpo de Leticia foi encontrado perto da represa de Taiaçupeba em Mogi. (Foto: Divulgação)

Gizélia Aparecida Siqueira de Paula, de 47 anos, Thiago de Morais Sant’Anna, de 27 anos, Thays da Silva Morais, de 20 anos, e Stephany Aparecida Pires Borges, de 23 anos. Uma terceira mulher, a qual não foi identificada, teria amarrado as mãos da vítima. A quadrilha era amiga de Letícia Emanuelle da Silva Puglia, de 21 anos, até o último dia 29. Nesta data, a jovem foi encontrada morta após receber vários golpes de marreta na cabeça, O corpo foi encontrado à margem da Represa de Taiçupeba, na Estrada da Estiva. Letícia vestia biquini e apresentava diversos sinais de violência, tudo indicando que foi torturada.

O delegado titular Rubens José Angelo e a sua equipe, do Setor de Homicídios de Mogi, liderada por Marco Antônio da Silva, apurou em tempo recorde que o grupo praticou o crime por vingança. “Letícia enviava mensagens para Gizélia com imagens de pessoas mortas e macabras, aterrorizando a colega. Segundo Gizélia, Letícia ainda queria um dos seus três filhos gêmeos que deveriam nascer em breve e prometia pagar R$ 100,00 pela criança”, contou Rubens. Gizélia garante que se abalou e abortou. A partir desse fato, ela começou a tramar o que inicialmente seria apenas um corretivo para Letícia. Os acusados do crime já tiveram a prisão temporária decretada pelo juiz Tiago Ducatti, do Fórum local, a pedido do titular da Homicídios.

Ao concluir o inquérito do homicídio doloso triplamente qualificado – por meio cruel, meio que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio -, o delegado Rubens vai requisitar à Justiça a prisão preventiva dos envolvidos, sendo que devem permanecer encarcerados até o julgamento.

Gizélia já tinha ciúmes do seu companheiro Thiago, o qual já teve relacionamento com Letícia. Ela confessou que “perdi os bebês por causa das ações macabras de Letícia”. Atribuindo o crime a este fato, Gizélia contou com o apoio de Thiago e as colegas Thays e Sthephany.

A equipe do Setor de Homicídios apurou que Thiago e Letícia eram vizinhos no Conjunto Residencial do Bosque e ele pegou a jovem em casa e a levou para a represa, já na companhia de Gizélia. A marreta usada no crime foi apreendida no veículo dele e ele justificou, dizendo que ‘as marretadas’ foram desferidas pela sua companheira. Letícia ainda recebeu socos e pontapés. A jovem deixou um filho, de 8 meses.