INFORMAÇÃO

Qual o futuro político de Junji e Gondim?

Há uma grande interrogação diante de dois consagrados políticos mogianos. Junji Abe (MDB), o agricultor que já foi duas vezes vereador, três vezes deputado estadual e duas federal, além de prefeito de Mogi por dois mandatos, encerrou recentemente o seu mais recente período na Câmara Federal. Da mesma forma, Gondim Teixeira (PTB), o médico que também iniciou sua carreira política com dois mandatos de vereador e exerceu quatro períodos como deputado estadual, deixa a Assembleia Legislativa sem conseguir se reeleger no pleito passado. Os dois políticos, de características bem distintas, vivem o mesmo dilema: o que fazer com as respectivas carreiras a partir de agora? Junji enfrenta uma situação especial. Aos 78 anos continua em plena forma física, mantendo uma vitalidade de fazer inveja a muito jovem. Tem, portanto, condições de, aos 80 anos, voltar a disputar a Prefeitura nas eleições do próximo ano, mesmo tendo contra si o mau resultado da recente campanha para deputado e a eterna oposição de Valdemar Costa Neto (PR), que parece não medir esforços para atacá-lo, sempre que ele se dispõe a concorrer à Prefeitura. Junji também não tem mais a aliança com o grupo do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD). Em compensação, poderá contar com a juventude e entusiasmo do filho, Juliano Abe (MDB). Apesar de ter entrado na política um tanto a contragosto, Juliano acabou envolvido por ela. E tomado gosto pela vida pública. O ex-vereador e vice-prefeito pode ser o grande trunfo do pai para disputar a Prefeitura. Pelos lados de Gondim, também há problemas. O maior de todos talvez seja admitir que seu mandato termina no próximo dia 15 e que ele terá de pensar em seu futuro na política, sem o cargo ocupado desde 1998. Mesmo após todo esse tempo como deputado, Gondim não conseguiu montar um grupo político forte na cidade, capaz de avalizar suas futuras investidas. Ao fazer valer sua independência, Gondim também não deixou lastros nos muitos partidos a que pertenceu e nem dentro dos governos que jamais apoiou em sua totalidade, por conta de seu estilo pessoal que o levava a flertar, ora com a situação, ora com a oposição. Dessa forma, se desejar o cargo de prefeito terá de buscar parcerias na própria cidade ou fora dela. Caso não consiga, há quem aposte numa volta às origens, que seria a Câmara Municipal, visando preparar terreno para a volta à Assembleia. Independente do caminho por eles escolhido, também é certo que a política local não deverá prescindir de dois já tradicionais nomes, que muito ainda têm a oferecer à cidade, independente dos cargos onde estiverem.

Arqueologia
O diretor do Centro Nacional de Arqueologia do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Flávio Rizzi Calippo, autorizou a empresa Paradise Participações e Empreendimentos a proceder a avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área do Loteamento Residencial Paradise Golf, próximo ao complexo hoteleiro do empresário Fumio Horii, em Jundiapeba. O trabalho será coordenado pela arqueóloga Lília Benevides Guedes Lins e o trabalho de campo será feito pelo também arqueólogo José Eduardo Abrahão.

Década

O mogiano Neymar Júnior completa dez anos de sua estreia no Santos FC, sem conseguir conquistar o título de “melhor do mundo”, sua máxima aspiração. Indispensável à Seleção e aos clubes onde joga, por conta de sua criatividade, ousadia e qualidade técnica, Neymar se divide entre o atleta, sempre caçado em campo e, por isso, vítima de frequentes contusões, e o astro pop, mais envolvido com aventuras do que com o seu futuro no futebol. Em Mogi, nunca mais pôs os pés.

Ecologia

Encabeçado pelo vereador Otto Flôres de Rezende (PSD) e assinado por mais sete vereadores, tramita pela Câmara Municipal um projeto de resolução estabelecendo que o Legislativo “passe a adotar exclusivamente copos degradáveis para consumo de bebidas quentes ou frias em suas dependências”. A medida deve vigorar após sua aprovação em plenário e a sanção do presidente Sadao Sakai (PR).

Apoio de peso

O ex-supervisor e dirigente de Ensino de Mogi, professor José Luiz Freire de Almeida, diz o que pensa sobre movimento político para trazer de volta a dirigente Rosania Morroni: “De todos os dirigentes que por lá passaram, não me recordo de nenhum, que tenha gerado tanta discórdia como essa que pretende voltar ao cargo. Tenho fé que o Governo do Estado (na minha época Mário Covas) e a Secretaria de Educação não cometam essa insensatez, pelo bem da rede estadual de Ensino, da qual fiz parte com muito orgulho”.

Frase
Estão fazendo muita coisa em nome da lei. Inclusive vítimas.
Fraga, humorista brasileiro