Quando dois é sempre mais forte do que um

Políticos batem cabeça em ações individuais para mostrar força a eleitores

O antigo adágio, segundo o qual, a união faz a força parece não fazer muito sentido para políticos e entidades que representam Mogi e região do Alto Tietê. É o que se pode deduzir do verdadeiro desencontro generalizado que tem marcado a atuação de muitos deles nos últimos tempos, especialmente na cidade. Numa evidente tentativa de se tornar o pai desta ou daquela obra, os políticos têm promovido verdadeiras corridas de revezamento junto a mesmas autoridades, especialmente do governo estadual, buscando idênticas reivindicações. Chega a impressionar se um mesmo secretário de Estado receber dois ou três políticos – deputados, vereadores, prefeitos e até o próprio Condemat – correndo atrás de um mesmo pedido. Como se a quantidade superasse a capacidade de força política representada por um grupo coeso de representantes de uma região. Essa união mostra o quanto a obra reivindicada é importante para aquela localidade, a ponto de reunir, num só grupo, para uma só audiência, políticos de vários matizes partidários. O que se tem visto, no entanto, é uma disputa surda de bastidores, com se cada um acreditasse mais no seu próprio taco do que no coletivo. Não se quer, com este comentário, obviamente, tolher a capacidade individual de cada um de fazer política a seu modo. É claro que tudo é uma questão de estilo, o que não significa que cada um não possa ter uma área mais específica de atuação. Mas é preciso também um pouco mais de originalidade para que todos não fiquem batendo nas mesmas teclas o tempo todo e possam variar também seus pedidos. Problemas é que não faltam para isso. Além da perda de tempo de todos visitarem as mesmas fontes, em dias alternados, a verdadeira romaria passa aos olhos do interlocutor uma imagem pouco edificante de um desencontro generalizado entre políticos de uma mesma região. Este pode ser o momento de o coletivo superar o individualismo e se houver união, e bem provável que se colham melhores resultados. E a população saberá reconhecer o esforço conjunto de seus representantes, quando esta ou aquela reivindicação vier a ser atendida. Vale racionalizar tempo e esforço em ações mais produtivas.

Mudando
Mudança à vista no primeiro escalão do prefeito Marcus Melo (PSDB). O advogado Simei Baldani (PR) deverá exercer as funções de chefe de Gabinete, hoje acumuladas com as de secretário de Gestão por Marcos Regueiro. Alteração para dar maior mobilidade a Regueiro, sobrecarregado de trabalho pelo acúmulo de ambos os cargos.

Jundiaí
A divulgação pela Sabesp de notícia sobre o transbordamento da barragem do Jundiaí provocou reações de preocupação na cidade homônima, no interior do Estado de São Paulo, o que levou o Jornal da Região a publicar em seu site uma notícia tranquilizadora, com o título: “Represa Jundiaí não fica em Jundiaí”. O jornal explicou que o reservatório se localizava em Mogi e nada tinha a ver com a represa de Acumulação, que abastece o município, mas não estava em estado de alerta.

Viagem
Por conta dos problemas causados pelas chuvas do início da semana, o prefeito Marcus Melo adiou para hoje pela manhã a viagem a Brasília, ao lado do presidente da Câmara, Sadao Sakai (PR), em busca de verbas. Acompanhados pelo deputado federal Marco Bertaioilli (PSD), os mogianos irão ao Ministério da Saúde reivindicar apoio para a futura Maternidade Municipal, e ao Ministério da Cidadania, buscar ajuda para o novo ginásio poliesportivo do Mogilar.

Lucro recorde
O balanço do grupo mogiano JSL fechou o ano passado com um lucro líquido consolidado de R$ 189 milhões, onze vezes superior aos R$ 16,7 milhões obtidos em 2017. A receita líquida consolidada, mostram os dados oficiais, somou R$ 8,1 bilhões, um crescimento de 11,3% sobre o ano anterior. Lucro e receita de 2018 são recordes para o grupo. Segundo o jornal Valor, a melhora no resultado da holding “reflete a retomada da economia, principalmente a partir do segundo semestre, em todas as cinco empresas independentes criadas pelo grupo em 2017”.

Frase
Nossa preocupação é que sem os cuidados da Associação, esse patrimônio volte a ser abandonado, perdendo-se todo esforço que fizemos durante décadas.
Higussa Nakatani, presidente da Associação Casarão do Chá, em entrevista a este jornal