ARTIGO

Quando vamos decolar?

Claudio Costa

2018 foi embora, novo governo chegou com apoio total, mas o resultado na ponta desaponta muito neste início de ano. Embora ainda não tenhamos indicadores econômicos precisos para avaliar a situação como um todo, o nível de emprego continua piorando, pois, o nível de confiança das empresas de comércio e serviços baixou em fevereiro e na indústria continua, ainda, abaixo do período antes do “caminhonaço”. Tivemos uma pequena melhora no crédito bancário, mas muito aquém de expectativas anteriores e, como consequência, a receita de impostos do governo federal desacelera desde setembro e o País vai entrando em processo recessivo. Observamos diariamente os economistas revisarem para baixo suas estimativas de crescimento para 2019.

Sem dúvida nenhuma o governo Bolsonaro nada tem a ver com esta situação, mas para um governo que gosta de falar e cheio de vaidade na área econômica, está na hora de deixar a reforma da Previdência seguir seu ritmo natural de discussão e aprovação ,e começar a dialogar com os diversos segmentos da economia no sentido de buscar mecanismo para sair da estagnação atual. Não há dúvidas que não existe fórmulas mágicas que atendam a todos, mas o liberalismo é muito bom em uma economia de pleno emprego e sem recessão.

Precisamos imediatamente buscar o diálogo e atuar firme junto ao sistema financeiro e os organismos de fomento no sentido buscar projetos que possam estimular rapidamente o comércio e em seguida a indústria, gerando assim emprego e renda necessários para a manutenção do pais como um todo.

Tradicionalmente o segmento agrícola e construção civil são os que mais alavancam a economia, mas importante seria em âmbito nacional retomar as obras federais de infraestrutura em todos os estados no sentido de estimular de imediato vários segmentos geradores de emprego.

O Pais precisa de uma trégua generalizada, tanto da esquerda, como da direita, pois os governantes gastam grande parte da sua energia correndo atrás de boatos ou esclarecendo situações não determinantes e não prioritárias. Faltam foco e gestão para conduzir melhor esta retomada e infelizmente ainda não vejo um alinhamento de ideias por parte do governo federal.

Enquanto isso, milhares de brasileiros continuam desesperados em busca da mínima dignidade humana. Acorda Brasil!!

Claudio Costa e economista e especialista em capital humano.