EDITORIAL

Que sirva de lição

O roubo armado a funcionários e pacientes da Unidade Básica de Saúde do Jardim Santa Tereza, em Braz Cubas, diz o seguinte: a insegurança já cristalizada chega a patamar assombroso.

Alguns componentes do crime que deixou um grupo de cidadãos expostos aos marginais no posto de saúde que fecha às 22 horas expõem a audácia de quem não teme a punição e nem um flagrante das forças de segurança pública, e, de outro lado, os graves efeitos da ausência do Estado na proteção do cidadão.

Por detrás da ousadia dos ladrões há falhas como a falta de iluminação no entorno de um prédio que fecha à noite e a insegurança do equipamento de saúde, onde há ferramentas caríssimas para a promoção da saúde.

O fato confirma o que o cidadão percebe diariamente: o policiamento preventivo e ostensivo nunca esteve tão frágil, sobretudo na periferia.

As vítimas contam que três homens invadiram a unidade valendo-se o uso de uniformes do Samu e roubaram apenas equipamentos médicos, o que sugere ter sido esse um roubo encomendado.

Os bandidos deixaram tranquilamente o posto porque os bairros estão deserdados da presença policial e da Guarda Municipal, na maior parte das horas e dos dias.

Há uma negligência nesse caso que não combina com os resultados de uma pesquisa citada recentemente em uma entrevista pelo prefeito Marcus Melo sobre a principal preocupação da população mogiana. Segundo ele, o que mais aflige o cidadão é a insegurança. Parece que essa pesquisa precisa ser divulgada aos chefes de repartições da Prefeitura.

Que o caso produza mudanças, como o reforço efetivo de rondas policiais e da Guarda Municipal (não interessa a proteção temporária, após a casa já ter sido arrombada, como em geral ocorre), a instalação de câmeras em todos os postos, interligadas à Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp) da Prefeitura (hoje, menos da metade deles possui o que inibe e identifica os criminosos), e a obrigatoriedade de se notificar rapidamente à Polícia a as ocorrências de crimes contra bens públicos.

O Diário

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