AGRICULTURA NÃO SOFRE COM GEADA

Queda nas temperaturas faz mogiano correr para as lojas atrás de roupas

Neuma mostra as roupas para cliente que busca peças para amenizar o frio. (Foto: Edson Martins)
Neuma mostra as roupas para cliente que busca peças para amenizar o frio. (Foto: Edson Martins)

A chegada do frio muda completamente os hábitos das pessoas, as bebidas mais geladas dão espaço aos cafés e o chocolates quentes, blusas mais pesadas e cachecóis saem dos armários para ajudar a vencer às baixas temperaturas. Neste cenário, os setores mais impactados com os graus a menos são os que vendem roupas e calçados e o de produção de hortaliças. O primeiro de forma positiva, enquanto o segundo nem tanto.

O engenheiro agrônomo da Secretaria de Agricultura, João Paulo Pereira, disse que não houve geada em 2018 em Mogi das Cruzes, apesar da queda da temperatura registrada nos últimos dois dias. “As medidas preventivas nesta época para proteger a produção são a utilização de plasticultura, estufa ou túnel baixo”, explicou, mas elas ainda não foram adotadas

Juliana dos Santos é caixa em um hortifruti no Mercado Municipal. Geralmente com o frio, o preço das hortaliças aumenta em 15% porque a geada queima as folhas. “Quando a temperatura cai mesmo, a gente chega a ficar sem alface e outras hortaliças que são menos resistentes, aí quem ainda tem aumenta o preço”, conta a caixa. Essa realidade, porém, ainda não aconteceu neste ano.

De acordo com a diretoria da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), as vendas de roupas de inverno são significativas para o comércio, principalmente porque envolvem produtos de maior valor.

Apesar de o inverno propriamente dito ter começado há menos de um mês, os artigos de frio já estão à venda desde abril. Por isso, muitas lojas inclusive já deram início às liquidações para atrair os consumidores e, desta forma, ampliar as vendas e também reduzir os estoques, liberando espaço para as mercadorias típicas da próxima estação.

Neuma Bandeira é gerente da loja Tranzação. Ela diz que o movimento em junho aumentou em 16% por conta do Dia dos Namorados, mas também porque é quando os clientes começam a se preparar para a chegada do inverno. “A gente recebe uma procura maior mesmo quando o frio começa, porque aí as pessoas percebem a necessidade de reforçar as peças. Tem casos até que quem sai menos agasalhado de casa e depois vem aqui comprar uma peça e já sai usando”, conta Neuma.

Segundo ela, a maior parte dos clientes é formada por mulheres, que acabam comprando também para toda a família. “Elas se preocupam mais com os modelos e cores da moda, o homem não. Mas a gente já fez uma liquidação da coleção passada em 50% e de 40% para a nova, então isso também chama o cliente”, conta Neuma.