EDITORIAL

Reação necessária

Faltou, até o momento, um posicionamento forte e incisivo da Câmara sobre o pedágio

Se apressar os passos para aprovar a criação da Comissão Especial de Vereadores, e dar andamento às cobranças necessárias à Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), a Câmara Municipal poderá melhorar a imagem junto ao movimento contra a instalação do pedágio no quilômetro 45 da Rodovia Mogi-Dutra. Ainda que vereadores tenham, aqui e ali, se pronunciado contra a construção de uma praça de cobrança em Mogi das Cruzes, faltou, até o momento, um posicionamento forte e incisivo do Poder Legislativo em defesa dos interesses do cidadão e do município.

Desde o ano passado, quando surgiram as notícias sobre a instalação de um pedágio da Mogi-Dutra no meio dos planos para a concessão de rodovias litorâneas era de esperada uma atuação política mais agressiva e assertiva dos políticos locais, aliados ou não do governo do Estado.

O antes tarde do nunca vale ser lembrado. Na última sexta-feira, o recado dado pelo governador João Doria ao prefeito Marcus Melo, de que a palavra final sobre o pedágio será a dos técnicos da Artesp, acendeu todos os sinais de alerta sobre a possibilidade de Mogi acordar com uma decisão já tomada.

Se focar nessa luta ao invés de holofotes particulares, a Comissão Especial de Vereadores (que ainda precisa ser validada pela Casa) poderá descobrir o que parece ser uma caixa-preta: os rumos do estudo dados da Artesp desde dezembro, quando integrantes do movimento Pedágio Não apresentaram argumentos sólidos sobre a impropriedade da cobrança do pedágio em Mogi das Cruzes. A Artesp se calou sobre o assunto, apesar de ter prometido um posicionamento em janeiro passado.

A pressão popular e política eleva as chances de se combater o que interessa ao contribuinte e a toda cidade diante do pouco retorno previsto em obras para a mobilidade urbana e rodoviária no pacote de concessão das litorâneas. Que os vereadores tenham isso mente.


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