CARTAS

Reforma aprovada

A reforma da Previdência Social conseguiu passar pelo crivo de deputados que pareciam muito mais interessados em seus próprios bolsos e votos do que em garantir um futuro menos atribulado para os aposentados de hoje e amanhã.

Mesmo com o governo federal fazendo corpo mole e deixando sobre os ombros do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, toda a responsabilidade por negociar com seus pares, a reforma passou. O que ajudou a desidratar os planos do ministro da Economia de economizar R$ 1 trilhão ao final dos próximos dez anos.

Agora será a vez do Senado e espera-se mais rapidez e senso patriótico desse grupo que deveria compor a elite política do País, mas que nem age de forma condizente com tal expectativa.

A partir da aprovação esperada na Câmara Alta, terá chegada a hora de se pensar em novos passos. O País se ressente urgentemente de novas reformas. A tributária deve ser a primeira delas, juntamente com a política para, quem sabe, dar um fim a determinados abusos que estão sendo cometidos, como a milionária destinação de recursos para o malfadado fundo partidário, por exemplo.

Está na hora de enfileirar essas e outras mudanças para que o País volte a crescer de maneira segura e que nossos filhos e netos possam ter, no futuro, a tranquilidade que nossa geração – a da inflação, planos econômicos e outras tragédias econômicas – não teve. Que a consciência dos homens públicos nos leve a um porto seguro é o que todos desejamos. Embora não tenhamos motivos para nisso acreditar.

Joaquim Cláudio Rozendo
Braz Cubas, Mogi das Cruzes