Renata Perrella

 Por que escolheu a Odontologia como profissão?

Renata Perrella
Renata Perrella

Escolhi porque sempre gostei de ajudar. Queria uma área da Saúde na qual eu pudesse ser útil e “sarar”. Mas quando foi chegando a hora de me formar, a ideia de ficar um dia inteiro dentro de um consultório, não me atraía muito. E então, dois anos após formada, em 2002, resolvi trabalhar em um consultório de um amigo em Maresias, onde me sentia mais livre, e menos “presa”. Porém, minha vida tomou outro rumo e larguei a profissão para me dedicar ao Pilates. Em 2011, retornei à Odontologia, em uma clínica de uma querida amiga. Um ano depois consegui um emprego na rede pública.

Como surgiu o projeto Corrente Caminho do Bem?
Eu sempre me incomodei com a pobreza, e ao trabalhar em Jundiapeba, vi de perto essa realidade. Sentia a necessidade de fazer com que aquelas pessoas fossem vistas pela sociedade. Foi aí que comecei a trabalhar em um posto de saúde no Jardim Aeroporto 2, em Mogi, e conheci a miséria. O que me entristecia, me deu gás pra lutar por essas pessoas. Conheci uma família de sete meninas que não tinha geladeira em casa. Estava perto do Natal, e não só conseguimos o eletrodoméstico, mas sim, camas, colchões, mesa e brinquedos. Nascia ali a Corrente Caminho do Bem. Através do Facebook, começamos a mobilizar as pessoas para ajudar os moradores carentes da nossa Cidade.

Como esse trabalho repercute nos dias de hoje?
O sucesso da nossa generosidade foi tanto que hoje, antes de completarmos dois anos de corrente, já ajudamos várias famílias. Tenho, também, um grupo de mulheres no bairro, onde nos encontramos pra discutir política, necessidades e direitos. É muito gratificante! Além disso, faço parte de um grupo de mulheres que se uniram pra visitar entidades carentes: o “Coração Quentinho”. Estou desenvolvendo outro projeto baseado na nossa união como cidadãos, em parceria com as Universidades, vereadores e profissionais da área de Odonto. É o “Sorriso Cidadão”, que tem como objetivo devolver sorrisos a moradores de rua.

 Quais as suas maiores conquistas?
Sou muito agradecida pela oportunidade de conviver com essas pessoas. Passei muitos anos na arquibancada, mas depois que entrei na luta, não vejo possibilidades de sair. Hoje estou muito feliz por tudo que conquistamos juntos e por tantos momentos felizes que despertamos naqueles que mais precisam.