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Renault Kwid chega na versão Outsider, com mais adereços

Renault Kwid Outsider. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault
O Kwid Outsider vem com calotas de rodas pretas e protetores laterais, antre outros itens visuais (Divulgação)

A Renault acaba de apresentar a versão Outsider, o novo topo de linha do Kwid, que incorpora novidades de design e conectividade. A versão se une às outras três já conhecidas pelo público – Life, Zen e Intense. A nova configuração mantém as características mais marcantes do Kwid, como a altura elevada do solo (18 centímetros) e os bons ângulos de entrada (24 graus) e de saída (40 graus), que permitiram ao veículo se encaixar na categoria dos utilitários esportivos segundo a legislação brasileira. A nova versão traz de série o Media Evolution, central multimídia da Renault com tecnologia Android Auto e Apple CarPlay, que permite usar Spotify, Waze, Google Maps (Android Auto) e reproduzir áudios de Whatsapp na tela de sete polegadas sensível ao toque capacitiva, com melhor precisão do toque.
Do lado de fora, o Kwid Outsider recebe elementos prateados na parte inferior dos para-choques dianteiro e traseiro, feitos para ajudar a direcionar o fluxo de ar, barras de teto, proteções laterais, molduras do farol de neblina e calotas na cor preta, além de vistosos adesivos com o logo “Outsider” nas portas dianteiras, abaixo dos retrovisores. Já o interior da versão apresenta novo revestimento dos bancos, com o nome da configuração bordado no encosto dos dianteiros, e detalhes alaranjados nas portas, no volante e no câmbio.

A nova versão Outsider passa a ser a topo de linha do Renault Kwid, com preço de R$ 43.990 (Divulgação)

Com seus 3,68 metros de comprimento,1,58 metro de largura, 1,47 metro de altura e 2,42 metros de entre-eixos, o Kwid aparenta ser maior do que é graças à altura elevada e às formas protuberantes. A grade, ladeada por faróis alongados, remete às dos utilitários esportivos da Renault em todo o mundo. Sobre duas travessas horizontais, com elementos vazados que parecem elos de uma corrente, se apoia o logotipo losangular, que recorta a tampa do capô. Na traseira, o “estilo SUV” é ressaltado pelo revestimento preto em toda a área abaixo da tampa do porta-malas e pelo aerofólio. Ainda na traseira, um detalhe bem bolado: a lente da câmera traseira está “camuflada” no centro da logomarca da tampa do porta-malas.

O Kwid é um subcompacto com jeito de SUV, com elevada altura do solo e bons ângulos de entrada e saída (divulgação)

O Kwid Ousider traz o mesmo motor 1.0 com três cilindros, 12 válvulas, duplo comando de válvulas (DOHC), acoplado à transmissão manual de cinco marchas, que move o restante da linha. Com etanol no tanque, o propulsor tricilíndrico rende 70 cavalos de potência a 5.500 rpm e torque de 9,8 kgfm a 4.250 rpm. Com gasolina, são 66 cavalos a 5.500 rpm e 9,4 kgfm a 4.250 giros. Como o Kwid pesa apenas 806 quilos nessa versão Outsider, o subcompacto facilita a tarefa do trem de força. Nada que se reverta em grande esportividade ou performances emocionantes. A aceleração de zero a 100 km/h do Outsider pode ser feita no mesmo tempo das outras versões: pouco instigantes 14,7 segundos.
O câmbio manual de cinco velocidades tem engates razoavelmente precisos. O ajuste mais rígido da suspensão, necessário para evitar que um carrinho com a suspensão tão elevada aderne demasiadamente nas curvas, acaba sacrificando um pouco o conforto. O Kwid “quica” um pouco. Os pneus aro 14 são estreitos, não colaboram muito em termos de estabilidade e não há controle eletrônico de estabilidade ou de tração.
Na estrada, o consumo avaliado pelo Inmetro ficou em 14,4 km/l com gasolina e 10 km/l com etanol. No uso urbano, os números são 13,8 km/l com gasolina e 9,8 km/l com etanol. Tais números renderam nota A nos testes de consumo do Inmetro.

Além dos adereços visuais, a única novidade de destaque do Outsider é a nova central multimídia, mais completa (Divulgação)

Como em todas as versões do Kwid, na Outsider permanecem como itens de série os airbags frontais e laterais, dois Isofix, predisposição para rádio, indicadores de troca de marcha e de condução, direção elétrica, ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos, retrovisores elétricos, faróis de neblina cromados, abertura elétrica do porta-malas e chave dobrável, além da grande novidade da configuração, a central multimídia Media Evolution com tela sensível ao toque de sete polegadas integrada ao painel, agregando navegador GPS, funções de telefone via Bluetooth e câmera de ré. A versão Outsider do Kwid custa R$ 43.990. R$ 2.100 acima da Intense, a antiga “top” de linha.
Não há porta-copos no interior, só um grande nicho à frente do câmbio para transportar os objetos que necessitam estar à mão do motorista. Todos os plásticos são rígidos e há uma ou outra rebarba aparente, mas os encaixes são corretos. Como não existe ajuste de altura do volante e do banco, a “solução” é ajeitar o banco para trás ou para a frente para achar a melhor posição possível. Os vidros frontais são elétricos, mas as janelas de trás são acionadas por manivelas e não se abrem por completo. O som não tem comandos de áudio no volante. O compartimento de bagagem acomoda 290 litros, pequeno, contudo não chega a fazer feio em relação à concorrência. Com o banco traseiro rebatido chega a até 1.100 litros.
A conclusão é que, apesar de ser anunciado pela Renault – de forma bem eficiente, por sinal – como o “SUV dos compactos”, na prática, o Kwid é um subcompacto que é melhor aproveitado na cidade ou para viagens curtas, mais coerentes com a proposta urbana do modelo. Na Outsider, o apelo jovem e esportivo do Kwid é ainda mais explorado, o que provavelmente ajudará a embalar ainda mais as vendas. (Luiz Humberto Pereira/AutoMotrix)

Ficha técnica
Renault Kwid Outsider

Carroceria: Hatch subcompacto em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,68 metros de comprimento, 1,58 metro de largura, 1,47 metro de altura e 2,42 metros de distância de entre-eixos. Airbags frontais e laterais.
Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 999 cm³, três cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Injeção multiponto e acelerador eletrônico. Refrigeração por circuito de água sob pressão.
Transmissão: Manual de 5 marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não oferece controle eletrônico de tração.
Potência: 66/70 cavalos com gasolina/etanol a 5.500 rpm.
Torque: 9,4/9,8 kgfm com gasolina/etanol a 4.250 rpm.
Diâmetro e curso: 71,0 mm X 84,1 mm.
Taxa de compressão: 11,5:1.
Velocidade máxima: 156 km/h.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson, triângulos inferiores, amortecedores hidráulicos telescópicos e molas helicoidais. Traseira com eixo de torção com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos verticais. Não oferece controle eletrônico de estabilidade.
Rodas e pneus: Rodas de aço com calotas e pneus 165/70 R14.
Freios: Discos sólidos na frente e tambores atrás. Freios ABS com EBD.
Peso: 806 kg.
Capacidade do porta-malas: 290 litros.
Tanque de combustível: 38 litros.
Produção: São José dos Pinhais (PR).
Preço: R$ 43.990.