SPAT

Represas do Alto Tietê operam perto do limite

REPRESA Estudo para que municípios possam receber ‘royalties das águas’ custará R$ 980,1 mil e deve ser financiado pela Fehidro. (Foto: arquivo)

Em reflexo das fortes chuvas que atingiram a região neste início de semana, o volume das cinco represas que compõem o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) voltou a subir. Desde o começo da temporada, três dos cinco equipamentos do conjunto operam próximo do limite, evidenciando os recordes pluviométricos deste verão. Em janeiro, o volume esperado no sistema foi ultrapassado em 2,2%. Já a média histórica do mês era de 246,1 milímetros de chuva, mas o acumulado chegou a 251,7 mm.

A situação está mais crítica na barragem da Ponte Nova, em Salesópolis, que trabalhava ontem com volume superior a 94%. Na primeira semana de fevereiro, esse número era 92,2%. Na sequência estão a represa de Paraitinga, com 88,89% da capacidade total; acompanhada de Taiaçupeba (83,35%); rio Jundiaí (71,79 %) e por último Biritiba (36,63%).

Até o momento, a pluviometria acumulada nos reservatórios do Alto Tietê neste mês é de 130,9 milímetros. Pouco inferior à registrada no mesmo período do ano anterior: 142,5 mm. Em contrapartida, em janeiro de 2019, somados, os reservatórios do Alto Tietê operavam juntos com 61,7%, enquanto hoje estão em 85,7% da capacidade.

Segundo o professor e engenheiro civil José Roberto Kachel dos Santos, o possível extravasamento das represas do Spat pelos respectivos vertedouros, como ocorreu ainda no ano passado, continua com chances remotas.

Ele completa ao afirmar que é impossível que o fechamento de comportas da barragem da Penha, realizado nesta segunda-feira, possa ter qualquer reflexo em Mogi, diferente do que alegam as prefeituras da região.

Por causa da medida anunciada pelo Estado e pelos níveis elevados do Tietê em Mogi, a Defesa Civil continua acompanhando o alto volume do rio e seus afluentes no município. Até a tarde de ontem, não houve registros de problemas graves nas áreas adjacentes da várzea do manancial e seus afluentes no município.

Nesta quarta-feira, a reportagem de O Diário mostrou a preocupação de moradores de áreas vizinhas do Tietê em Mogi, que chegou a transbordar em bairros como o Rodeio e Ponte Grande. Situação parecida foi observada na vizinha Suzano, onde o transbordamento do manancial também trouxe prejuízos para diversas pessoas.

Decisão

O empoçamento de água em seis pontos da trilha interna do Parque Leon Feffer, em Braz Cubas, determinou a interdição de uma parte do equipamento. A decisão foi tomada ontem pelo secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Daniel Teixeira.

Construído ao lado do Tietê, o Leon Feffer, assim como o parque Centenário e a Ilha Marabá são equipamentos que, além do lazer, possuem a função de conter os alagamentos provocados durante as cheias.

“Esses locais funcionam como um piscinão natural e também impedem a ocupação das margens do rio, um grave problema durante a urbanização das cidades”, comentou Teixeira, acrescentando que esses pontos estão sendo monitorados diariamente. Não há previsão de reabertura dos trechos interditados dos equipamentos.


Deixe seu comentário