ARTIGO

Responsabilidade social também na crise

José Francisco Caseiro

Pela primeira vez desde a crise financeira mundial de 2008, o IBGE registra queda generalizada na produção industrial em todo o País, reflexo da Covid-19. O dado é preocupante demais para um setor que já vinha em baixa e que, mesmo em busca da sobrevivência, não fecha os olhos para os problemas sociais evidenciados ainda mais pela pandemia. Está difícil para você? Pode ter certeza que para outros está ainda pior e a solidariedade é a máquina que a indústria opera para minimizar os impactos do coronavírus no Alto Tietê.

Empresas lideram várias ações sociais nas cidades da Região, mas hoje em especial, destaco o Sesi e o Senai, que representam todo o setor industrial do Alto Tietê, da pequena a grande indústria, e encabeçam iniciativas assistenciais e de reforço na saúde.

O Sesi, por exemplo, tem distribuído refeições gratuitas para 42 entidades sociais de Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes e Suzano. Nas cozinhas das escolas são produzidas 9.600 refeições por dia para acabar com a fome de famílias em maior vulnerabilidade social devido ao impacto do Covid-19.

A ajuda do Senai vem em duas frentes, através de alimentos e de apoio técnico. Em Suzano, a escola Senai doou centenas de mantimentos para a produção de pães pelo Fundo Social de Solidariedade destinados à população mais necessitada.

Já o Senai Mogi das Cruzes completou seus 75 anos no último dia 9 em tratativas com o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo e a Santa Casa para auxiliá-los, com estrutura e expertise, na manutenção dos respiradores, equipamentos essenciais para salvar a vida dos doentes.

Esses são alguns exemplos da contribuição da indústria para que possamos sair juntos, e melhores, dessa pandemia. Quando reclamar, lembre-se que há pessoas em situação pior e a sua ajuda pode fazer a diferença. A responsabilidade social é de todos!

José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê


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