EDITORIAL

Resposta positiva

Resolução de indenizações em Suzano tem aspecto positivo na vida das vítimas

Ao tratar com rapidez e urgência o atendimento aos familiares das vítimas fatais e dos sobreviventes do atentado sofrido pela comunidade da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, em 13 de março último, o Governo do Estado faz jus ao esperado para o momento tão traumático para todos.

Nesta semana, a Defensoria Pública e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo detalharam a operação realizada para o mais brevemente se chegar aos acordos extrajudiciais e promover as indenizações às famílias que perderam filhos e provedores, e aos jovens que ficaram feriados durante o ataque prarticado por dois ex-estudantes da própria Raul Brasil.

Os valores acordados em 45 processos, segundo o Governo do Estado, foram pagos.

Defensores e procuradores assistem um grupo de 235 pessoas, de alguma forma afetadas pelo crime, e estão acompanhamento demandas como o atendimento psicológico e social num trabalho longo e complexo para auxiliar na superação dos traumas da tragédia.

O comprometimento dos atores públicos encarregados de assistir a comunidade estudantil da Raul Brasil era o esperado, diante de um massacre tão cruel como o ocorrido.

Mas vale considerar a determinação do Governo do Estado em priorizar as vítimas.

A resposta do Governo do Estado é uma exceção. Deveria ser regra em todas as pendências envolvendo a sua figura jurídica. Em geral, conflitos jurídicos como desapropriações e indenizações costumam patinar nos corredores judiciais, por força de recursos e protelações.

De todo modo, a resolução desse assunto tem aspecto positivo na vida de quem precisa seguir em frente – tocar a própria vida após ser ferido ou cuidar do futuro da família, caso dos pais de estudantes assassinados. As indenizações nunca serão suficientes o bastante, mas produzem um reparo social importante e legal.

A fim da pauta das indenizaçãoesa vira uma página dessa história que tem capítulos a serem revistos como a melhoria das políticas de educação, de segurança pública, e de prevenção específica a outros massacres para que nenhuma cidade venha a enfrentar o que Suzano e seus moradores estão passando.

O massacre alerta sobre a vulnerabilidade do jovem e das relações entre os jovens na escola pública e privada sobre questões como o bulliyng, a cultura da paz, a assistência ao estudante encarcerado em rótulos, como o de estudante-problema, que pode se transformar de vitima a algoz como infelizmente Suzano e outros massacres mostram.