CRISE

Reunião nesta sexta-feira discutirá problemas de superlotação na maternidade da Santa Casa de Mogi

EXPECTATIVA Ambulãncia é mantida na porta do hospital para socorrer as parturientes em emergências. (Foto: arquivo)
EXPECTATIVA Ambulância é mantida na porta do hospital para socorrer as parturientes em emergências. (Foto: arquivo)

A direção clínica da Santa Casa de Misericórdia deverá mais ouvir do que propor soluções para a crise no atendimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e na maternidade, no encontro que acontecerá na manhã de hoje, no Centro de Vigilância Sanitária do Estado, em São Paulo. Na reunião, o hospital deverá apresentar os argumentos para a superlotação dos leitos registrada desde o último dia 8, quando 41 bebês estavam internados no serviço de cuidados intensivos que tem capacidade para 25 recém-nascidos (10 leitos na UTI, e 15 nos cuidados especializados).

O alto número de internações gerou um auto de infração ao hospital mogiano, durante vistoria feita por técnicos da Vigilância Sanitária. Na fiscalização foi determinada a operação dos serviços no limite da capacidade, o que ainda não foi alcançado, apesar do plano de contingenciamento adotado desde o último dia 8. A medida restringiu o recebimento de gestantes para drenar o quadro de superlotação. Ontem, estavam internados 28 bebês, sendo 14 na UTI Neonatal e 14 no setor de cuidados especiais, e 59 mulheres, em trabalho de pré e pós-parto. Anteontem, esse número era 64.

Por meio da Assessoria de Imprensa, o médico Ricardo Bastos, diretor clínico da Santa Casa, afirmou que o hospital irá em busca de propostas e soluções. A expectativa dele, no entanto, é de se manter o plano de restrição ainda nos próximos dias para se alinhar a demanda à oferta de leitos.

Há 17 dias, a Prefeitura mantém uma ambulância no hospital para o encaminhamento de grávidas para outros hospitais públicos, numa parceria assegurada pelo secretário José Henrique Germann Ferreira, em visita a Mogi das Cruzes.

Em resposta ao auto de infração por excesso de pacientes nas duas unidades, a Santa Casa protocolou justificativa em recurso que “sempre procurou fazer o melhor pela população do Alto tietê e que por ter suas portas abertas não pode deixar de atender, caso contrário, poderia caracterizar omissão de socorro”.

Bastos acredita que houve melhora no quadro, com a redução do número de internações, que atingiu o pico no início de janeiro, com a chegada de vários bebês (41) em situação de saúde que exigia os cuidados intensivos.

Desde 2015, todo início do ano, o excesso de demanda se repete.

Soluções efetivas são a longo prazo: a ampliação da UTI e da maternidade da Santa Casa com prazo, um projeto já aprovado e previsto para ter início em abril, após o fim da reforma do Pronto-Socorro, e a construção da maternidade municipal, em fase inicial de obras.


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