EDITORIAL

Rios e córregos

“A limpeza dos rios e córregos é o mínimo que o estado tem obrigação de fazer”

O mais recente mapeamento dos pontos de enchentes das cidades da Bacia do Alto tietê aponta a existência de 74 endereços que mais enchem rapidamente de água colocando em risco a população e causando prejuízos financeiros e sociais. A gravidade desse assunto é medida pelo aumento do número de pessoas que morrem em razão dos alagamentos nas cidades. Na semana passada, uma mulher morreu e uma pessoa desapareceu após o temporal, em Ferraz de Vasconcelos. O grande problema é: depois que o verão passa, as ações e as obras de combate às enchentes caem no esquecimento.

O estudo sobre essa situação na Região foi discutido com o secretário estadual de Meio Ambiente, Marcos Penido, em uma reunião agendada pelos prefeitos integrantes do Condemat (Consórcio para o Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê).

Do encontro, não se obteve as respostas imediatas para o problema. Porém, o Governo do Estado, apresentou um cronograma de obras em estudo, com algumas notícias a serem cobradas durante este ano. Soube-se dos projetos previstos para o desassoreamento de córregos e rios como o Tietê.

Em Mogi das Cruzes está prevista a limpeza de 21 quilômetros do rio Tietê a partir do Córrego Ipiranga até o canal da Sabesp, em Biritiba Mirim, um trecho conhecido pela queda da qualidade das águas nos índices sobre a saúde do manancial, e do Rio Jundiaí. O desassoreamento também melhora as condições de vida da fauna e flora dos rios.

Marcos Penido disse aos prefeitos quanto o governo estadual pretende gastar em intervenções pontuais nos municípios. Ao todo, deverão ser carreados R$ 36 milhões nesses serviços. O secretário ficou devendo o que interessa a todos: a data de início e término das intervenções que poderão fazer diferença na vida dos moradores atingidos pelas cheias apenas no verão de 2021.

À falta de obras pontuais para melhorar os sistemas de drenagem das cidades, a limpeza constante dos rios e córregos é o mínimo que o estado tem obrigação de fazer para gerenciar a vazão deles durante as chuvas intensas.


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