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Rodrigo Valverde é indicado pré-candidato à Prefeitura

Decisão foi tomada durante reunião do Diretório do PT

Reunido no último sábado, integrantes da Executiva Municipal, sindicalistas e representantes movimentos sociais ligados ao PT, por unanimidade, indicaram o vereador Rodrigo Valverde para ser o futuro candidato a prefeito da legenda nas eleições municipais do próximo ano, em Mogi das Cruzes. Mesmo ciente de suas grandes chances de se reeleger vereador, sem muito esforço, Valverde decidiu aceitar o desafio apresentado pelos correligionários, empolgado com o fato de, pela primeira vez, nas últimas décadas, haver unidade dos diferentes grupos e alas internas da agremiação na escolha de seu nome. “Isso é muito positivo, pois demonstra o amadurecimento do partido na cidade”, disse Valverde à coluna. “Com essa decisão conciliatória continuarei cuidando de meu mandato de vereador, mas passarei a construir minha candidatura até o próximo ano”, emendou. Mesmo admitindo as dificuldades para a manutenção de uma campanha até outubro de 2020, o político afirma que não discute uma decisão do partido, tomada em conjunto por seus membros, ao final de duas reuniões realizadas neste início de ano. “Pelo menos, desta vez, sei que minha candidatura não terá fogo amigo”, brinca Valverde, numa referência às antigas querelas entre grupos do partido que acabavam por atingir o candidato majoritário. Ele demonstra tranqüilidade em relação aos futuros adversários: “Como já vasculharam meu mandato e minha vida, certamente irão usar a rejeição do partido em nível nacional”, diz o virtual candidato a prefeito, prevendo uma trégua dos concorrentes, pelo menos até o momento em que “começar a subir nas pesquisas”. Sacramentada a pré-candidatura, os petistas definiram ainda algumas outras medidas, como a construção de um programa de governo, a partir de visitas a toda a cidade para ouvir as reivindicações dos moradores e encaixá-las no futuro orçamento, além de contatos com outros partidos e políticos não alinhados com a atual administração municipal para formação de uma frente única. Partidos como o PSOL e PDT; e políticos com o deputado estadual Gondim Teixeira (PTB) estão na mira dos petistas para a formação de tal frente.

Análise – 1
Quando ainda era secretário de Estado da Cultura, Romildo Pinho Campello encomendou à Fundação Getúlio Vargas uma análise dos impactos econômicos e sociais para avaliar o alcance e retorno do Programa de Incentivo à Cultura do Estado, colocado em prática durante o mandato passado. O estudo concluiu que os investimentos do ProAC contribuíram com pelo menos R$ 305 milhões para o PIB do setor de cultura paulista, geraram R$ 134 milhões em salários e criaram, no mínimo, 4,6 mil postos de trabalho, nos últimos cinco anos, nos setores ligados diretamente às atividades culturais no Estado.

Análise – 2
O resultado da análise sepulta os argumentos daqueles que costumam avaliar as ações culturais como incapazes de produzir ganhos para as cidades onde elas acontecem.

Brumadinho
Imagens divulgadas por emissoras de televisão, durante o último final de semana, mostraram um caminhão-tanque da mogiana JSL parcialmente soterrado pela lama que vazou do reservatório de dejetos de mineração da empresa Vale. O veículo era identificado pelo logotipo da transportadora que, até a tarde de ontem, não havia divulgado informações sobre o caminhão e seus possíveis ocupantes.

Redução
O vereador Pedro Komura (PSDB) terá de explicar a seus eleitores que fim levou a prometida proposta de reduzir o total de vereadores da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, feita por ele no início de sua gestão como presidente, no ano passado. Na época, Komura dizia ser impossível gerir as finanças do Legislativo com o atual número de integrantes e respectivos assessores e gastos.

Livro
“Moisés, das águas ao pântano” é o livro de estreia de Francisco José Gomes, o Franzé, ex-fuzileiro naval, funcionário da Sabesp e morador de Mogi, pela Editora Chiado Books. A obra de ficção conta a trajetória de vida e política de Moisés, “o improvável prefeito de Mogi das Cruzes”, que foi abandonado pela mãe num cesto de vime, na porta da igreja, de onde foi recolhido e criado pelo padre.

Frase
O Rio? É doce/ A Vale? Amarga/ Ai, antes fosse/ Mais leve a carga.
Calos Drummond de Andrade (1902-1987), poeta, cronista e contista brasileiro, em “Lira Itabirana”

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