Roubos em plena luz do dia assustam

 Pedestre foi assaltado enquanto passava pela Rua Vitório Partênio em direção a um restaurante, numa segunda-feira, ao meio-dia / Foto: Eisner Soares
Pedestre foi assaltado enquanto passava pela Rua Vitório Partênio em direção a um restaurante, numa segunda-feira, ao meio-dia / Foto: Eisner Soares

Dois de maio, segunda-feira, meio-dia e meia. R.C.L., de 18 anos, seguia pela Rua Vitório Partênio, no bairro homônimo, até um restaurante onde almoçaria no intervalo de um teste de trabalho. Atrás do Hotel Ibis, entretanto, foi surpreendido por um rapaz que lhe perguntou a hora. No instante em que pegou o celular, outros dois vieram por trás e anunciaram o assalto. Tudo isso em plena luz do dia, sem policiais por perto, desabafa o jovem. Assim como ele, outras vítimas de roubos em outros pontos de Mogi das Cruzes relatam ações sem pudor dos bandidos que já não escolhem mais a hora certa para atacar. Em outros locais, o medo e a insegurança também trazem apreensão às comunidades próximas.

Para o rapaz, que ainda tenta a sorte em busca de um emprego, agora não há mais segurança nem mesmo durante o dia. “Qualquer hora é hora para os caras. Ando com a atenção redobrada e qualquer atitude suspeita já me leva a atravessar para outra calçada e a andar mais depressa”, contou a O Diário.

No caso dele, o jovem teve sorte já que o prejuízo não foi tão grande porque os marginais não levaram o seu celular. “Quando os dois que vieram de trás esbarraram em mim, eles me fizeram derrubar o celular. Na correria, levaram apenas a minha carteira com documentos e R$ 15,00 dentro. Fiquei com o transtorno de ter de fazer novos documentos, mas por sorte, o prejuízo não foi maior”, disse.

Outro caso mostra, entretanto, que os bandidos preferem os celulares como foco dos roubos. M.H.D., 19, foi abordado na Rua Doutor Corrêa Neto, no Mogilar, em 29 de abril, por volta das 22 horas, por dois homens. Um deles armados. Eles não foram cautelosos, pelo contrário, chegaram anunciando o assalto e exigiram que o garoto entregasse o celular. Ele assim o fez, sem reagir. Mesmo assim, recebeu coronhadas na cabeça. (Lucas Meloni)

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