SEGURANÇA

Samu atua com três frentes de trabalho em Mogi contra o novo coronavírus

RESGATE Equipes diferenciadas estão atendendo demandas da Covid-19 em Mogi. (Foto: arquivo)

O Consórcio Regional de Saúde de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Cresamu) trabalha com três frentes de trabalho neste período de pandemia em Mogi das Cruzes. A divisão dos serviços segmenta melhor as funções e garante o cumprimento das medidas indicadas pelas autoridades em saúde no combate ao novo coronavírus. Além disso, as ambulâncias e demais viaturas do município que atendem casos suspeitos da doença agora passam por desinfecção no Estadio Municipal Francisco Nogueira, na Vila Industrial.

O coordenador médico do Cresamu, Luiz Henrique Benites Bot, explica que quando uma pessoa morre em casa, o corpo precisa ser encaminhada ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) para verificar a causa da morte e preencher a declaração de óbito. No entanto, um decreto estadual em vigor determinou que este serviço fosse fechado durante a pandemia, a fim de se evitar deslocamentos de pacientes que possivelmente estejam contaminados e possam disseminar o vírus.

Com esse decreto, o secretário municipal de Governo, Marco Soares, e o vice-prefeito Juliano Abe nos chamou para verificar de que forma poderíamos atender à determinação no município, e com isso criamos o que chamamos de equipe dois”, detalha.

Hoje se uma pessoa morre em casa, o familiar ou quem verifica isso deve ligar normalmente para o 192 do Samu. Uma ambulância é encaminhada ao local para constatar se realmente houve óbito. Se constatado, o médico aciona a chamada equipe II.

Essa segunda equipe, que fica no Nogueirão, conta com um condutor da Cure, uma enfermeira e um médico contratados por uma Organização Social (OS) pelo município, vai até o local do óbito e faz toda a preparação do corpo. Já o médico faz a declaração do óbito. Em caso de um paciente suspeito de Covid-19, o enfermeiro vai colher o exame desse paciente para enviar à análise. Esta equipe vai fazer a preparação do corpo, colocar no saco e lacrar. O corpo será identificado, vai vir a funerária e ser encaminhado para o enterro”, explica Bot.

Durante esse atendimento, é realizada ainda uma autópsia verbal, em que uma série de perguntas deverão ser respondidas por familiares das vítimas. Isso porque se o resultado do exame der negativo para a Covid-19, a equipe médica fará uma sugestão do motivo da morte, de acordo com o apurado com a família.

Já a equipe III surgiu da necessidade de transferências inter-hospitalares, que aumentaram durante a pandemia, sobretudo saindo do Luzia de Pinho Melo e da Santa Casa ao Hospital Municipal, em Braz Cubas, referência para o atendimento de pacientes da Covid-19. A equipe possui um motorista e enfermeira da Cure, que também utiliza um médico do Hospital Municipal para participar do transporte.

Mogi conta agora com um espaço exclusivo para desinfecção de ambulâncias e viaturas que atenderam pessoas com suspeita ou confirmação da doença. A estrutura está montada no estádio Nogueirão. Os próprios agentes quando chegam ao local retiram os equipamentos de proteção, fazem a higienização da viatura com uma solução de cloro a 1% e, sem seguida, tomam banho para retornar à base. Os cuidados atendem à necessidade de se preservar esses colaboradores do risco de se contaminarem durante o trabalho.

“Nós optamos pelo Nogueirão para que não contaminar a nossa base. A gente fazia o atendimento e vinha para a base do Shangai para fazer a limpeza. Com a desinfecção lá, a chance de contaminar a minha base é extremamente menor. A GCM, os Bombeiros, todas as ambulâncias da Cure que precisarem podem fazer a higienização lá”, conta.

Casos

O Cresamu é formado formado cidades de Arujá, Biritiba Mirim, Guararema, Mogi das Cruzes e Santa Isabel. Possui 220 colaboradores, dos quais seis precisaram ser afastados pelo novo coronavírus. Um deles morreu, três ainda estão em tratamento e dois já retornaram às atividades.


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