ARTIGO

Sangue nas ruas

Diego Capua

Uma das notícias recentes que chamaram atenção foi sobre o aumento das mortes no trânsito em nossa cidade, que há muito tempo já sofre com uma leva de maus motoristas que dia a dia se esquecem das regras mais simples ao conduzirem as suas “fontes de poder” (Ei, os carros vendidos em Mogi têm seta e ela é para usar, viu!)

Claro que essas noções básicas que faltam contribuem para o crescente número de acidentes, mas o fato de um número de fatalidades ocorrerem aos finais de semana tem como um dos fatores consumo de álcool e outras drogas. Vemos muitas reclamações quando temos blitze, com alguns tachando a medida de exagerada e de uma forma de angariar “recursos para a prefeitura”, porém, não podemos negar que seria interessante para a cidade uma forma de que tais operações ocorressem com maior frequência e em pontos diversificados numa mesma noite, uma vez que Mogi, apesar de possuir uma concentração maior de bares na região do Monte Líbano, possui casas noturnas em pontos mais afastados, de forma que pessoas sem condições de dirigir podem ser vistas nos quatro cantos de nossa cidade.

E não vamos considerar que essa medida é mais necessária agora por que temos uma geração mais problemática ou mais voltada ao uso de entorpecentes e álcool (o que também é verdade), mas temos que notar que o número de veículos em nossas ruas está assombroso de forma que os irresponsáveis aumentaram na mesma proporção, ou seja, medidas duras devem adotadas com o fito de mostrar que a irresponsabilidade tem suas consequências.

Não precisamos de mais mortos ou acidentes.

Se algum mauricinho ou patricinha infelizmente perder a habilitação, tiver de responder a um processo por embriagues ao volante ou ainda, sofrer a pena maior de ter que se locomover a faculdade ou aos encontros de ônibus ou por motoristas de aplicativos, que assim seja, afinal, não podemos ter as ruas manchadas de sangue em razão dessa “necessidade” de conforto de alguns.

Está certo que uma medida efetiva, com as ruas fiscalizadas de forma ampla irá encontrar obstáculos, pois muitos integrantes da “high society” ou com aqueles que se sentem como os “poderosos” da cidade, mas é algo que precisamos que aconteça.

Infelizmente quando campanhas educativas, com a divulgação dos riscos não funcionam, apenas medidas enérgicas conseguem gerar um efeito e, nesse momento, que os problemas estão começando a chamar a atenção, é o momento para atingirmos o bolso e o conforto daqueles que dirigem de forma irresponsável em nossas ruas.

Diego Capua é advogado