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Santa Casa de Mogi normaliza atendimentos a gestantes, restrito há 19 dias apenas a casos de emergência

MISSA Santa Casa de Mogi ganha homenagem pelos 146 anos de atividades em meio às obras de reforma do PS. (Foto: arquivo)
A decisão de voltar a atender todas as gestantes foi informada pelo diretor técnico da Santa Casa. (Foto: arquivo)

A Santa Casa de Mogi das Cruzes retomou nesta segunda-feira (27) o atendimento a gestantes e encerrou as restrições no setor de maternidade depois de ter se limitado por 19 dias apenas a casos urgência e emergências obstétricas. O fim do contingenciamento de vagas não foi divulgado antecipadamente, mas resulta da reunião realizada na sexta-feira no Centro de Vigilância Sanitária (CVS). Nesse encontro, o órgão revogou as penalidades impostas ao hospital por operar com os leitos acima da capacidade da maternidade e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.

A decisão de voltar a atender todas as gestantes foi informada pelo diretor técnico da Santa Casa, o médico Ricardo Bastos, somente nesta segunda-feira. 

Segundo ele, a punição foi revogada e Santa Casa não vai ter que pagar multas porque o CVS aceitou a justificativa apresentada pela entidade para a operação com número de bebês acima da capacidade instalada. Em resposta ao auto de infração por excesso de pacientes, o hospital apresentou recursos explicando que “sempre procurou fazer o melhor pela população do Alto tietê e que por ter suas portas abertas não pode deixar de atender, caso contrário, poderia caracterizar omissão de socorro”.

O diretor disse que a Santa Casa foi orientada a solicitar o credenciamento dos 10 novos leitos de UTI Neonatal mesmo antes da reforma e ampliação do setor de maternidade, obra prevista para este ano. “Com isso poderemos aumentar os leitos ofertados à população de forma oficial e faturar a prestação de serviços podendo contratar novas equipes médicas e de enfermagem”, explica.

Uma nova reunião deve ser marcada nesta semana para voltar a ser discutido o projeto de reforma da maternidade, priorizando as áreas mais importantes a serem ampliadas e programar o início das obras pelas áreas de maior interesse e necessidade para a população.

Mesmo tendo liberado o atendimento, o diretor esclarece que será mantido ainda algumas medidas do plano de contingência (pois ainda há superlotação). Isso significa que o hospital continuará contando com o apoio da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes, da Secretaria Municipal de Saúde e do Cross para as transferências (quando necessário) das gestantes de risco. Será mantida uma ambulância à disposição na porta do hospital.

Será criada uma comissão de Avaliação Permanente para avaliar a situação de atendimento da UTI Neonatal, constituída por membros da provedoria, diretores técnico e clínico e chefes dos serviços de obstetrícia, neonatologia, enfermagem e Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH).

Segundo a Santa Casa, nesse período de restrições, que teve inicio no último dia 8, 35 pacientes foram transferidas para outros hospitais da região e da Capital. No período, foram feitos 241 partos, sendo 195 até dia 23. De sexta até domingo ocorreram 46 novos partos.

Nesta segunda-feira a maternidade tinha 46 entre pacientes que já ganharam ou ainda vão ganhar os bebês, além das que estão em tratamento. No setor de Neonatal havia 30 bebês: 21 estão nos leitos da UTI e os demais nos cuidados intermediários.


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