Santuário Bom Jesus vai retomar obra

 Verba da festa será destinada à obra do Santuário Bom Jesus / Foto: Eisner Soares
Verba da festa será destinada à obra do Santuário Bom Jesus / Foto: Eisner Soares

Terminada a Festa de São Benedito no último domingo, as obras de restauro do Santuário Bom Jesus devem ser reiniciadas já na próxima semana. Ainda não há um balanço de público ou de arrecadação do evento, mas os organizadores afirmam que a edição superou a do ano passado.

Segundo a capitão de mastro, Silvana Aparecida Martins Chin, considerando a crise econômica pela qual passa o País, “a festa foi muito boa”, principalmente porque neste ano o evento recebeu bastante voluntários e doações. “Não sei se a gente conseguiu o que esperava, mas a festa estava bem frequentada”, completa.
A expectativa era conseguir pelo menos R$ 90 mil e recuperar parte do fraco desempenho do ano passado, causado, principalmente, pelas chuvas. A arrecadação da última edição foi de R$ 64 mil, metade do montante de 2014. A verba é destinada à conclusão da obra de restauro e para manutenção da igreja durante o ano.

“Ainda não sabemos qual foi o total de despesas porque estamos fechando as contas”, ressalta. Para Silvana, não será possível concluir a obra apenas com o dinheiro da festa, mas a retomada dos serviços deve acontecer.
A restauração está avaliada em R$ 300 mil. Cerca de R$ 255 mil já foram garantidos com festas e eventos organizados pelo templo, ou seja, faltam R$ 45 mil para a conclusão. O objetivo é inaugurar a obra até o dia 1o de setembro, data de aniversário de Mogi.

Segundo o responsável pelos serviços, Roberto Covic, a equipe já pode retomar os trabalhos na próxima semana, com a instalação de andaime na frente da porta principal, na Rua Dr. Ricardo Vilela. Isso não deve atrapalhar o trânsito de veículos nem de pessoas, já que a estrutura permitirá o acesso de pedestres pela calçada.
Ao longo dos anos, a construção colonial sofreu modificações, como a abertura de arcos laterais e a criação do altar de Nossa Senhora Aparecida. Mas as principais características do prédio de 1805 estão preservadas até os dias atuais, como as cimalhas – molduras da parte superior da fachada, onde estão os beirais do telhado. (Danilo Sans)


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