DECISÃO JUDICIAL

São Paulo terá que pagar R$ 600 mil por confusão em estádio de Mogi

A confusão ocorreu durante a partida entre o tricolor e o Rondonópolis, no playoff da Copa São Paulo de Futebol Júnior. (Foto: Arquivo)
A confusão ocorreu durante a partida entre o tricolor e o Rondonópolis, no playoff da Copa São Paulo de Futebol Júnior. (Foto: Arquivo)

A 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a diretoria do São Paulo a pagar R$ 600 mil pelo confronto causado pela Torcida Independente, no Estádio Municipal Francisco Ribeiro Nogueira, o Nogueirão, na Vila Industrial, no dia 17 de janeiro de 2016. A confusão ocorreu durante a partida entre o tricolor e o Rondonópolis, no playoff da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A Prefeitura de Mogi receberá R$ 100 mil pelos danos no estádio e os R$ 500 mil restantes irão para o Fundo Estadual de Direitos Difusos.

A confusão de 2016 começou quando torcedores que estavam do lado de fora do estádio tentaram forçar a entrada pelo portão principal do Nogueirão. O confronto também envolveu os torcedores que estavam na parte interna do local, que atacaram agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

Em primeira instância, a torcida Independente foi condenada pela Justiça ao pagamento de R$ 170 mil por conta do incidente. A decisão foi tomada pelo juiz da 7ª Vara Civil de Mogi, Robson Barbosa Lima, em uma ação movida pela Prefeitura contra a torcida e o São Paulo.

Na decisão, o juiz condenou a torcida Independente ao pagamento de cerca de R$ 70 mil referentes aos estragos causados no estádio durante o confronto entre torcedores, a Guarda Municipal e a Polícia Militar, além de R$ 100 mil por danos morais coletivos. O São Paulo foi absolvido na ocasião, o que fez com que a Procuradoria Municipal recorresse junto ao Tribunal de Justiça, conseguindo a condenação do clube ontem.

Na decisão de ontem, o TJ/SP entendeu que o São Paulo deve arcar com o pagamento porque financia direta e indiretamente as atividades da torcida. A tese defendida pela Procuradoria Geral do Município teve como base entrevista do presidente tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, à imprensa, logo após o ocorrido.

Durante o confronto, os torcedores danificaram catracas do estádio, vidros da bilheteria, corrimões das arquibancadas, lixeiras e parte do alambrado. Além disso, uma viatura da Secretaria Municipal de Segurança e outra da empresa de segurança que atuava na partida foram totalmente vandalizadas. Na ocasião, 15 pessoas necessitaram de atendimento junto ao posto médico, mas não houve feridos graves.