EDITORIAL

Saúde, a nossa causa

Na semana passada, a este jornal, o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, disse que o platô dos casos de contaminação e de internações começava a se estabilizar.

Em nossa edição de ontem, em três afirmações, ele fez considerações sobre a curva epidemiológica que garantiu a entrada de Mogi das Cruzes, na segunda fase de reabertura das atividades comerciais e sociais, e que poderá ser mudada em breve.

O médico afirmou que uma avaliação sobre a estabilização dos casos será possível nos próximos dias (1), o contágio continua (2) e a velocidade da contaminação reduziu (3).

O Ministério da Saúde também reviu na tarde de quarta-feira o posicionamento sobre o pico dos casos no Brasil. O vírus continua passando de pessoa para pessoa. Os sistemas de saúde estão melhor preparados. Mas há grandes pecados como a falta de teste para mensurar o tamanho da contaminação no país.

A cobertura jornalística registra, observa. projeta e divulga, em escala, o que vive cada protagonista de fenômenos grandiosos como uma pandemia. Deste março, a busca de todos está centrada nas condições seguras para retomar a vida, seguir em frente.

A Covid-19 é uma doença com pouca taxa de letalidade, mas com um altíssimo índice de transmissibilidade. Por isso, o foco na prevenção e na atenção a quem mais sofre e morre pela doença (idosos, pacientes com comorbidades, trabalhadores dos serviços de saúde) continua sendo a bandeira deste jornal.

Enquanto no início, a pergunta que se fazia era “será que vou ter a Covid-19?”, agora, a questão virou “quando terei essa nova doença?” ou, “já tive contato com o vírus?”

O Brasil é um dos piores lugares para se fazer essas perguntas. A pandemia acentuou as dificuldades dos governos em suas três esferas de deixar a política de lado, cuidar do povo mais desfavorecido e adotar as melhores soluções para essa crise sanitária. Novidades? Não. Basta citar os fracassos no combate à dengue, zika e chikungunya.

O país é um dos que mais vai demorar a voltar ao eixo social e econômico pela demora no cumprimento do isolamento social, único ponto inquestionável entre as muitas dúvidas sobre o enfrentamento do novo coronavírus.

O alerta de Naufel é o mesmo da Organização Mundial de Saúde, a OMS: cuide-se, previna-se. Nesse combate, leitor e leitora, o inimigo dita as regras e está vencendo.


Deixe seu comentário