EDITORIAL

Saúde pública

Em atendimento às determinações das autoridades sanitárias e governamentais, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) recomendaram às empresas a adoção de ações como a instituição do home office e a flexibilização da jornada de trabalho para conter a contaminação do novo coronavírus, o Covid-19, nas cidades do Alto Tietê.

Neste cenário de crise, agir prontamente às recomendações é o melhor a fazer para reduzir os impactos sociais e econômicos que o mundo assiste estarrecido.

Evidentemente que a cartilha da indústria reúne recomendações que serão adotadas de acordo com a realidade de cada empresa. Porém, é fundamental acolher o que poderá reduzir o tempo de espera pela volta da normalidade e, mais importante do que isso, minimizar um colapso no sistema hospitalar público e privado.

Entre as sugestões para a indústria estão o trabalho remoto de colaboradores que poderão dar continuidade às atividades de casa – e não ampliar os riscos de contaminação no interior da fábricas e outros estabelecimentos empresariais.

Há de se ter atenção específica com os funcionários mais velhos, que são o alvo dos casos mais graves, assim como os que possuem doenças pré-estabelecidas (câncer, patologias cardíacas e pulmonares, e outros).

O exemplo dado dentro da indústria tem o poder de replicar o mesmo modelo em toda a sociedade. Também a Associação Comercial de Mogi das Cruzes recomentou atenção dos comerciantes às orientações que poderão ser adotadas nos próximos dias – ou horas, para conter a propagação do vírus.

O setor comercial já notou a redução da circulação de clientes – uma resposta esperada aos pedidos para que as pessoas evitem aglomerações.

Embora difíceis de serem assimiladas, as mudanças de hábitos são muito importantes, como defendeu o ministro da Saúde, Luiz Henrique Madetta, no final de semana: o tamanho da depressão econômica será medido pela adesão da população às recomendações médicas. “Não tem nada que proíba. Mas está na hora de todo mundo entrar no mesmo diapasão (padrão)”, disse ele, ao comentar o desrespeito de alguns às regras sanitárias em vigor.


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