PLANO

Seccional diz que transferência de cadeia feminina de Poá para Mogi é provisória

Dados estatísticos sobre o baixo índice de detentas na cadeia da cidade e as precárias condições de sua parte interna motivaram pedido de mudança. (Foto: Arquivo)
Dados estatísticos sobre o baixo índice de detentas na cadeia da cidade e as precárias condições de sua parte interna motivaram pedido de mudança. (Foto: Arquivo)

O delegado seccional Jair Barbosa Ortiz, em entrevista ontem de manhã a O Diário, garantiu que o Presídio Feminino de Poá opera em precárias condições e são pouquíssimas as mulheres presas e adolescentes que ali permanecem em trânsito no máximo por três dias até a elaboração dos procedimentos para a remoção. Ele afirmou que ainda está nos planos, mas a transferência da unidade para a Cadeia de Mogi ‘será temporária’.

A autoridade explicou os motivos, dizendo que “a sociedade civil organizada em conjunto com a Prefeitura se dispôs a liberar uma verba de R$ 1 milhão para tornar em uma delegacia modelo o prédio de Poá. Não é possível que sejam mantidas as celas insalubres”.

Ao avaliar a situação e aproveitando o momento, pois a comunidade e o órgão municipal querem colaborar com a segurança pública, o delegado Ortiz entendeu que não há qualquer problema em fazer uma reforma na Cadeia de Mogi e dividir as alas, dando condições para que a instalação abrigue homens e adolescentes, além das mulheres e as menores que estarão à disposição da Justiça.

Entusiasmado, o seccional mostra a planta já produzida do que em breve será a Delegacia de Poá, com amplas salas destinadas ao atendimento à população e que servirão como estruturas adequadas para os policiais civis desenvolverem o trabalho de Polícia Judiciária.

No entendimento do chefe da Polícia Civil, que apresentou quadro com dados de permanência de presas no local, em Poá, o número é mínimo. “Hoje (ontem) por exemplo há duas mulheres adultas e uma adolescente”, comentou. De acordo com Ortiz, quem vai ganhar em termos de segurança ainda é a Cadeia de Mogi. “Os seis carcereiros que trabalham em Poá irão prestar serviços na Cadeia, portanto, não haverá qualquer tipo de problema carcerário. Em uma ala ficarão as mulheres e na outra os homens que também estarão em trânsito”.

O delegado seccional não confirmou a data exata para a concretização do seu plano de transferência, adiantando que depende de mais algumas medidas.