EXPOSIÇÃO

Secretaria de Cultura abre o 6º Salão de Artes de Mogi das Cruzes

A premiação e abertura da mostra será realizada logo mais as 19 horas, no Centro Cultural. (Foto: divulgação)
A premiação e abertura da mostra será realizada logo mais as 19 horas, no Centro Cultural. (Foto: divulgação)

Com premiação em dinheiro para os artistas envolvidos, será aberta hoje a 6ª edição do Salão de Artes de Mogi das Cruzes, a partir das 19 horas, no Centro Cultural. Ao todo, foram 173 obras inscritas, sendo 28 selecionadas, das quais 13 são assinadas por mogianos. Aliás, a mostra que neste ano homenageia Wilma Ramos foi marcada pela oxigenação dos participantes, já que apesar da presença de alguns nomes tradicionais há muitos novos.

No início do mês, quando O Diário noticiou a abertura do evento para este sábado, a diretora do departamento de fomento da Secretaria Municipal de Cultura, Teresa Christina Vaz, disse serem destaques justamente essa “reviravolta” entre os envolvidos e “o número de pessoas que optaram pelo contemporâneo” – 17, contra 11 da categoria acadêmica.

Ao que tudo indica, estas mudanças vêm sendo possibilitadas pela abertura e acolhimento que o município tem oferecido para pessoas de outras cidades. Exemplo disso é o artista Gabriel Coiso, 30, que se mudou para cá em 2017 e traduziu tudo o que viu, sentiu e experimentou em solo mogiano na obra ‘Estranhamentos e Familiaridades: Dois Anos em Mogi das Cruzes’.

Por mais que não pudesse mostrar a obra à reportagem para não estragar a surpresa da exposição, Gabriel explicou que trata-se da união de “desenhos bem abstratos e também iconográficos, que refletem os sentimentos de mudar para uma cidade desconhecida”.

É interessante explicar que, envolvido também com literatura, ele se mudou para Mogi exatamente para participar do cenário artístico, enxergando aqui estímulo para a criação em diferentes áreas. “Ter pessoas novas fazendo arte é fundamental, é a continuidade de algo que se torna mais do que o registro artístico do próprio tempo”.

Natalia Lemes, 31, preparou a escultura ‘Faces da Natureza’, que mostra o conceito da lenda da cerejeira (Sakura), e concorda com Gabriel. “A cultura de Mogi está se expandido e se manifestando cada vez mais, atraindo o público que antes estava escondido e criando oportunidades para novos artistas”.

As artes deles, assim como a dos demais conterrâneos selecionados (Adelaide Lawitschka, Agnelo Andrade, Amélia Kian, Daniel Mello, Davi Forte, Galvani Galo, Heloisa Hayama, Marcelo da Silva, Maria A. Ferraris, Paulo Ramos e Renan Siqueira) foram submetidas a três etapas de análises criteriosas. A comissão julgadora, responsável pela seleção, é composta por Alex Tso, de São Paulo, Cléia Paiva, de Taubaté e Sandra Marcondes, de Mogi.

Neste sábado serão divulgados os vencedores e também as menções honrosas de cada categoria. Receberão prêmio em dinheiro os artistas que ficarem em primeiro, segundo e terceiro lugar. A Secretaria de Cultura também entregará dois diplomas e medalhas, além de certificados de participação para todos os selecionados.

Tributo à Wilma Ramos

Homenageada também no próprio Centro Cultural, cujo segundo pavilhão leva seu nome, a artista plástica Wilma Ramos faleceu em abril de 2009, aos 68 anos. Grande nome do naïf brasileiro, ficou conhecida internacionalmente por quadros que retratam o folclore brasileiro e as festividades regionais.

Wilma começou a desenhar aos 4 anos e atuou como costureira dos 16 aos 21. Mas foi aos 14 que surgiram as primeiras telas com ênfase no folclore mogiano. A tradicional festa do Divino Espírito Santo tinha grande destaque em seu trabalho, e a primeira exposição foi realizada em 1967, em Campinas.

Depois disso ela expôs em Madri e em outros endereços espanhóis. Também foi premiada em diversos salões de arte e participou de mostras coletivas em vários países. Mesmo com o prestígio internacional a artista escolheu continuar morando em Mogi, com a mãe e dois irmãos, onde ficou conhecida por integrar o Grupo Feminino de Artes Plásticas ao lado de Ilda Veri Lopes, Ana MarB, Olga Nóbrega e Wanda Barbieri.

As 28 obras que compõem a 6ª edição do Salão de Artes continuarão disponíveis para visitação entre a próxima terça-feira e o dia 4 de janeiro de 2020. O Centro Cultural fica à Praça Monsenhor Roque Pinto de Barros, 360, e o horário de visitação é de terça-feira a sábado, das 9 às 18 horas. O telefone para outras informações é o 4798-6988.


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