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Secretario de Saúde esclarece medidas adotadas em Mogi contra a Covid-19; cidade já atendeu 532 pacientes com a doença

SAÚDE Em balanço sobre a pandemia na Câmara, secretário de Saúde de Mogi, Henrique Naufel, diz que é impossível prever o pico da doença. (Foto: divulgação)

A fim de esclarecer as medidas que vêm sendo adotadas em Mogi das Cruzes para conter a pandemia do novo coronavírus e evitar o colapso do sistema de saúde da cidade, o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, esteve durante a manhã de ontem na Câmara dos Vereadores. Ele apresentou números e afirmou ser difícil prever como será a situação da doença no município durante os próximos dias ou quando atingiremos o pico dos casos. Atualmente, Mogi tem cerca de 52% dos leitos hospitalares ocupados e já atendeu 532 pacientes com a Covid-19.

O chefe da pasta ressaltou que todas as decisões vêm sendo tomadas com base em estudos e dados pelo Comitê Gestor do Coronavírus. Desde o início da proliferação do vírus as ações começaram a ser pensadas e o grupo definiu que a melhor estratégia seria transformar o Hospital Municipal, em Brás Cubas, em um “covidário”, ou seja, um local específico para o tratamento da doença.

Além disso, foram avaliadas todas as possibilidades de aumento do número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) tanto nos hospitais públicos quanto nos hospitais particulares de Mogi. No Municipal, eram 10 vagas do tipo, com a possibilidade de aumentar em 27 esse número. No Luzia de Pinho Melo, no Mogilar, eram 10, podendo ser acrescentar outros oito. No Ipiranga, que já tinha 10 leitos, a possibilidade de crescimento era de 15 novos.

“Nós ficamos com 79 leitos no Hospital Municipal e até o dia 11 nós já tínhamos 88% das 16 vagas de UTI ocupadas por lá. Ainda temos uma folga por conta da enfermaria que foi adaptada, o que leva isso para uma média de menos de 50% de ocupação. Por conta do distanciamento social ter caído é muito provável que nas próximas duas semanas a gente precise usar os leitos do Hospital de Campanha”, alertou Naufel.

Se em Mogi o isolamento foi de 56% no domingo, ele já voltou a cair na segunda-feira, ficando em apenas 51% segundo apontam os dados do Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do Governo de São Paulo. Com já finalizado no Hospital de Campanha, que começou a ser construído no dia 1º de abril, a intenção é que o equipamento comece a funcionar somente quando Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do Governo de São Paulo.

“Não existem estudos matemáticos ou estatísticas que mostrem quando isso deverá acontecer. Pode ser daqui duas semanas, como pode não ser também. Mas ter esse espaço é importante para quando um possível aumento da doença acontecer. Lá nós vamos ter uma opção para casos leves e moderados e também vai ser um lugar para serem levados os pacientes que saírem da UTI, para que os espaços nos hospitais tradicionais sejam liberados”, explicou o secretário.

Desde o início da pandemia, passaram 532 pacientes nas unidades hospitalares da cidade por conta da Covid-19. Deste total, 121 testaram negativos, 347 positivos e 64 aguardam por resultados. Até a tarde de ontem, 36 óbitos de mogianos haviam sido registrados na cidade, mas o município também presenciou mortes de pessoas vindas de outros lugares. Dos 63 óbitos que aconteceram aqui, 29 eram pessoas de fora. Foram dadas 218 altas e 133 pacientes ainda estão em tratamento.

Os testes disponíveis na cidade, e recebidos por meio do Governo do Estado, ainda não são o suficiente para toda a população e, por isso, são utilizados seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. Eles têm sido aplicados em pessoas cujos sintomas compatíveis com síndrome gripal tenham se iniciado em, pelo menos, oito dias e em profissionais da saúde e segurança pública.


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