AVALIAÇÃO

Segundo especialista, pedágio na Mogi-Dutra deixará o município menos atrativo para investidores

IDEIA RECUSADA O projeto da Artesp de instalar praça de pedágio na Mogi-Dutra é rejeitado pela população e lideranças políticas. (Foto: arquivo)
IDEIA RECUSADA O projeto da Artesp de instalar praça de pedágio na Mogi-Dutra é discutida por economistas. (Foto: arquivo)

No cenário em que a Prefeitura de Mogi das Cruzes lança o programa Desenvolve Mogi, a fim de atrair novas empresas para a cidade e gerar mais emprego e renda, a instalação de um pedágio no quilômetro 45 da rodovia Mogi-Dutra (SP 088) pode deixar o município menos atrativo. Isso porque a cobrança divide e sitia a cidade em dois polos: o anterior e depois da cobrança. O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) já se posicionou contrário ao projeto da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), apresentado no último dia 21.

O economista Arcilio Ruzzi avalia que é interessante para uma cidade receber o valor do Imposto Sobre Serviço (ISS) da cobrança de pedágio quando ela tem uma via que é basicamente utilizada por outros motoristas, como é o caso da Mogi-Bertioga, que recebe viajantes de outras cidades que vão rumo ao litoral, e já teria de colocar a mão no bolso se fosse para Santos ou Caraguatatuba, por exemplo.

“Nós temos que lembrar que existe um condomínio e outros bairros da cidade naquela região que ficaria depois do pedágio, e que trabalha ou estuda aqui na região central. Isso vai prejudicar essas pessoas que não estão vindo aqui de passagem, e vai impactar no orçamento deles para andar dentro da própria cidade”, destacou.

Ruzzi lembra que a prefeitura recebe o ISS de qualquer via que tenha a cobrança de pedágio, e cita como alternativa para o projeto da Artesp a cobrança na Mogi-Bertioga, desde que ela seja duplicada. “Muita gente mora em Bertioga e trabalha em Mogi, mas se ela for para Santos também  paga. Mas, pela segurança da Mogi-Bertioga, que hoje precisa de reforço, e é de uso esporádico, a cobrança é aceita.

Os moradores dos condomínios Aruã, Brisas, Ecopark e também dos bairros Jardim Piatã, Residencial Novo Horizonte e Jardim Marigarida realizaram um protesto no último sábado contra a medida. Na manhã de ontem, a Associação dos Moradores do Condomínio Aruã informou que vai ingressar com uma ação na justiça, porque considera que houve falhas no estudo da Artesp, uma vez que não existe rota alternativa dentro do município.


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