Senado escolhe Ilan Goldfajn para presidência do Banco Central

Reunião do Senado para escolher novo presidente do BB. (Foto: Lula Marques/Agência PT)
Reunião do Senado para escolher novo presidente do BC. (Foto: Lula Marques/Agência PT)
O Plenário do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7), por 56 votos a favor e 13 votos contrários, a indicação do economista Ilan Goldfajn para assumir a presidência do Banco Central. Houve uma abstenção.

Ilan ainda precisa ser nomeado para o cargo pelo presidente interino Michel Temer para assumir a função. O economista não deve participar, no entanto, da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) que termina nesta quarta-feira (8).

Mais cedo, a CAE (Comissão de Assunto Econômicos do Senado) aprovou a indicação por 19 votos a favor e 8 contrários.

Durante a sabatina na comissão, Ilan afirmou que terá como objetivo cumprir plenamente a meta de inflação de 4,5% estabelecida pelo governo, mirando o seu ponto central. Desde 2009, a inflação medida pelo IPCA não fica próxima ao centro da meta. Nos 12 meses encerrados em abril, a taxa está acima de 9%.

O economista afirmou que a retomada do crescimento econômico, da queda dos juros e do aumento do emprego passam pela reorganização das contas públicas. E refutou a tese de que o aumento de gastos e da inflação contribuam para o crescimento do país.

Para o economista, é necessário abandonar a política econômica adotada nos últimos anos e resgatar “o velho e bom tripé macroeconômico”, que inclui responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e cumprimento da meta de inflação.
Ilan disse ainda que é imprescindível manter e aprimorar a autonomia do Banco Central. Ele citou a proposta de Temer de tirar o status de ministro do chefe do BC, mas de colocar na Constituição que a instituição tem a autonomia técnica ou operacional para perseguir as metas de inflação. O economista disse ainda que, no futuro, seria positivo que os diretores do BC tivessem mandatos garantidos por lei.

O futuro presidente do BC também afirmou que a instituição pode rever o nível das reservas internacionais “assim que as condições permitirem”.