MÚSICA

Sergio Braz investe em repertório autoral

CARREIRA Sergio Braz contabiliza três décadas de apresentações em palcos da região. (Foto: divulgação)

“Chega de ouvir besteiras / De tantas asneiras / Vou falar de amor”. Estes são alguns dos versos de ‘Melhor Tempo’, música do cantor ferrazense Sergio Braz, que tem ganhado espaço em rádios da região, como a Brasil Atual, sediada em Mogi das Cruzes. Para comemorar o sucesso, o cantor se apresenta neste sábado em solo mogiano, no Bar da Gema, a partir das 20 horas.

No show, acompanhado do xote, baião e forró de um sanfoneiro paraibano, Braz tocará, além de ‘Melhor Tempo’, outras cinco canções que fazem parte do EP ‘Viver o Amor’, cuja primeira parte foi lançada em maio de 2018 e que acaba de ganhar duas novas canções. “Estamos agora em fase de pré-lançamento, e o CD físico deve chegar até o final do ano, com 10 músicas ao todo”, estima o artista.

Além destas faixas (‘Melhor Tempo’, ‘Baby te Amo’, ‘Cachoeira dos Pretos’, ‘Amsterdam’, Viver o Amor’ e ‘Amserdã’) ele apresentará grandes sucessos da MPB que se tornaram conhecidos nas vozes de Milton Nascimento, Lô Borges, Paulinho Moska, Djavan e outros artistas. Aliás, ao ouvir o som autoral de Braz é possível perceber grande influência de Djavan. “Sou muito fã dele, tenho todos os discos e o encontrei em 1987, no antigo programa ‘Perdidos na Noite’, apresentado pelo Faustão. De tanto ouvi-lo acabei pegando um pouco de seu sotaque, mas tenho tentado trilhar meu próprio caminho”.

Essa busca por identidade é transmitida pelos versos de ‘Melhor Tempo’. Segundo o cantor, a inspiração para escrever “Vou viver a vida, que ela é uma só / Vou curtir o tempo que esse é o melhor” e outras rimas veio da “situação em que se encontra o Brasil”. “Estamos desacreditados, na cultura do ódio, sem esperança. Por isso todo o disco é baseado no amor, e essa canção fala de viver sem pensar na dor e só falando de coisas boas, de um país sem desigualdade social e sem preconceitos”.

O mix de letras que sugerem o bem com melodias dançantes está rendendo bons frutos ao ferrazense, que tem figurado em rádios da região, principalmente na Brasil Atual, localizada em Mogi. Segundo ele, o contato inicial foi realizado durante um show no ano passado, e de lá para cá “as músicas tocam toda semana no programa do locutor Emerson Ramos”.

Por isso, Braz se mostra animado em trabalhar com canções autorais, e defende que há “espaço para todos” no mercado fonográfico. “Independentemente da música, a cena no Alto Tietê é muito grande e forte e permite que o artista aposte em composições próprias,, então não dá mais para tocar músicas apenas para agradar o público, pois assim perderemos identidade”.

O cantor

Sergio Braz coleciona três décadas de apresentações com repertório de MPB em barzinhos e casas noturnas de todo o Alto Tietê. Ele começou a tocar violão aos 6 anos, e quando fez 16 passou a se apresentar com uma banda de bailes, em Ferraz de Vasconcelos. Depois, integrou uma banda de rock em Mogi. Na década de 1990, entrou para um grupo de pagode de São Caetano do Sul, e mais tarde tocou reggae e também acompanhou artistas sertanejos.

Outra atividade desempenhada por ele é na área de educação, como professor de violão. Já lecionou no Senai e em projetos sociais, como o Projeto Guri, a associação Novo Lar Betânia, a Associação Beneficente de Renovação e Assistência a Criança (Abrac) e a ONG Oiaeu.

De todas as cidades onde atuou, o músico nutre um carinho especial por Mogi. “Sempre enxerguei a diversidade e a qualidade musical de Mogi, tanto que cheguei a ter um bar na Cidade, em 2011, próximo da Universidade Braz Cubas”.