CARTAS

Sesc x CES

Se o Sesc nos proporcionará uma importante estrutura cultural, esportiva e de lazer, reconhecida nacionalmente pela excelência das atrações oferecidas, em todas as áreas e muitas outras vantagens mais, por que ele (Sesc) exige o espaço do Centro Esportivo do Socorro (CES), onde o trânsito já é um caos, o que dificultará sua expansão? O CES já está pronto para uso da população mogiana (de graça). O Sesc, por sua grandeza, imponência, merece algo melhor. Com tantas áreas disponíveis que Mogi possui, amplas, livres de construções e trânsitos, mais adequadas ao estilo SESC, por que tal instituição tem que querer o CES? Um prédio já pronto para uso (de graça) dos mogianos, faltando apenas pequenas adequações para ficar perfeito e atender aos anseios de todos? Para se automanter o CES poderá alugar seus espaços a entidades particulares que não têm área esportiva. Deem um bom e belo terreno para o Sesc. Ele há de aceitar. Uma área livre, sem construções e trânsitos e com R$100 milhões ou R$120 milhões, valor estimado para a reforma do CES, o Sesc poderá realizar maravilhas, como já é sua tradição; até mais atraentes do que no espaço apertado onde está o CES. Às vezes, gasta-se mais com reforma (e ainda sem espaço) do que numa construção nova. E quando o trânsito nesse espaço chegar, o Sesc já terá ocupado todo o espaço necessário para seu desenvolvimento, sem nada ter prejudicado, pois o CES é rodeado de moradias típicas do Mogi Antigo, as quais devem ser preservadas e bem cuidadas (fazem parte da nossa história) e não serem desapropriadas e derrubadas para ceder espaços ao trânsito que a instalação do Sesc causará naquele local. Tem cabimento isso? É uma coisa que poderá ser evitada de antemão se o Sesc instalar seus equipamentos em uma área viável. Não entendo essa insistência por parte do Sesc em querer o imóvel do Centro Esportivo do Socorro, para implantar o seu equipamento, sabendo de sua inviabilidade, quando existem áreas melhores, ideais, livres e distantes do caos dos trânsitos e apertos; a ponto de até pensarem em desapropriar as moradias ao redor para isso. E quem vai pagar toda essa desapropriação? Será que existe algum tesouro por ali e não sabemos?

Marcia Brasil de Rezende Abrahão

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