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Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes tem 100 crimes elucidados

CRIME Titular Rubens diz que Itaquá e Suzano são onde mais se mata. (Foto: divulgação)

A estudante Rayane Alves Paulino, de 16 anos, desapareceu após sair de uma festa no bairro do Botujuru e foi encontrada em um matagal na cidade de Guararema. No local, em busca de pistas o delegado Rubens José Angelo, titular do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes encontrou uma caneta, a qual após intensa investigações o levou e a sua equipe a prenderem o autor do crime Michel Flor da Silva, de 28 anos, no final de 2018. Este crime está entre os 100 homicídios elucidados pela autoridade que atua nesta unidade policial desde 2015. Na semana passada, ele atingiu esse índice depois de elucidar mais um latrocínio (matar para roubar), cuja vítima é o guarda civil metropolitano de São Paulo, José Soares de Albuquerque, de 60 anos. Ele foi executado com tiro na nuca pelo assaltante Renan Silva de Souza que está foragido apesar de a Justiça ter decretado a prisão temporária do acusado a pedido do delegado. O assassinato foi coemtido em 3 de julho último em Itaquá.

Caso Rayane, do Camaro, na Ponte Grande, da grávida morta pelo amante advogado, no bairro do Taboão, do casal eliminado pelo amigo no sítio em Biritiba Mirim, do pastor que mandou o sobrinho matar a nora e tantos outros, como o esclarecimento de chacinas praticados em Mogi de 2013 a 2015, além de dezenas de outros, tiveram repercussão nacional na mídia.
O empenho do titular Rubens para elucidar os crimes motivou a cúpula da Polícia Civil a elogiá-lo na Captial. Ele também recebeu promoção de 1ª para a 2ª classe.

“Elucidamos 100 casos de homicídios e latrocínios na região do Alto Tietê através de um trabalho de equipe, de vocação e dedicação por parte de todos os policiais do Setor de Homicídios. Houve muito empenho para retirar da sociedade esses indivíduos de alta periculosidade”, afirmou o delegado.

Diante do trabalho realizado no combate aos autores das execuções, a autoridade acredita que houve uma redução de crimes contra a vida não só em Mogi como nos demais municípios do Alto Tietê.”Demos cumprimento a mais de 250 mandados de prisões temporária e preventiva e apreendemos dezenas de armas de fogo. Com a retirada das armas de circulação impedimos até outros assassinatos”.
No seu entendimento, a investigação do crime de homicídio é muito complexa e coletar provas para o inquérito é muito difícil, pois impera a lei do silêncio e as pessoas não querem falar. “Assim se reunimos com nos nossos policiais e traçamos as melhores estratégias e também aplicar as ferramentas tecnológicas”, destacou Rubens.

Ele concluiu reconhecendo que Itaquá e Suzano são os locais onde mais são praticados homicídios e latrocínios na região. “São os municípios mais violentos e apresentam elevados índices”.

Laércio Ribeiro

Laércio Ribeiro

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