INVESTIGAÇÃO

SHPP Esclarece morte de adolescente em Itaquaquecetuba

FICHA Samuel de Carvalho também é investigado por outros crimes. (Foto: Polícia Civil)

O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) da Delegacia Seccional de Polícia de Mogi das Cruzes (Demacro) indiciou Samuel de Carvalho, de 35 anos, pelo homicídio do adolescente transexual Giovani Davi da Silva Bezerra Santos, de 15 anos. O crime ocorreu há dois meses, no bairro Estância Guatambu, em Itaquaquecetuba. O acusado teve a prisão temporária decretada na manhã desta quinta-feira (21). Ele será julgado por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver, e pode ser condenado a 30 anos cárcere privado.

Segundo o SHPP, o homem foi classificado como “um dos criminosos mais perigosos do Alto Tietê”. Ele possui vasto antecedente criminal, que envolve tráfico de drogas, roubo e furto. Atualmente também era investigado por um estupro e já foi condenado por latrocínio – roubo seguido de morte.

Giovani foi morto por volta das 22 horas do dia 19 de setembro. Seu corpo foi encontrado nu e amordaçado em um terreno baldio localizado na Estrada do Pinheirinho, próximo a rodovia Ayrton Senna. Perícias comprovaram que a vítima foi estuprada e apontaram a causa da morte como estrangulamento mecânico.

Segundo Rubens José Angelo, delegado titular que investigou o caso, o autor do crime foi localizado após intenso trabalho de investigação. “Trata-se de uma pessoa fria, calculista e extremamente perigosa, que precisava ser afastada da sociedade”, afirma.

Imagens de câmeras de segurança da área mostraram o agressor e a vítima caminhando juntos em direção ao terreno da cena do crime. Samuel teria saído sozinho do local cerca de 50 minutos depois. As gravações foram apresentadas para testemunhas, que confirmaram a identidade do acusado.

Segundo a equipe, o homem confessou conhecer a vítima e ter estado presente na cena do crime. As motivações do crime não são claras para a equipe, que não descarta possível conotação homofóbica. O modus operanti do acusado, que já era investigado por estrangular as vítimas durante o estupro, foi reconhecido na ocorrência. Samuel nega envolvimento no caso, porém não permitiu que seu material genético fosse colhido para análises.


Deixe seu comentário